Arquivo para sorriso no rosto

novas aquisições para a discoteca

Posted in Genealogias de minhas paixões, musique non stop with tags , , , , , , , , , , on 16/09/2010 by coelhoraposo

A música brasileira por seus autores e intérpretes – Vols. 2 a 8

clique na imagem para ser direcionado para a loja virtual do SESC São Paulo

Alguns anos atrás fui a um show da Patife Band (banda liderada por Paulo Barnabé que fazia na década de 1980 um “punk dodecafônico”, se assim posso definir seu som) no SESC Pompéia. Após um espresso e um momento de pura tietagem com Tom Zé! (sim, ele estava lá para o show também), fui matar o tempo até o início do show no quiosque dos produtos com o selo SESCSP. Foi lá que comprei o primeiro volume desta coleção maravilhosa que tem os registros dos programas Ensaio e MPB Especial, da extinta TV Tupi e da TV Cultura, criados e dirigidos pelo produtor musical Fernando Faro. O primeiro volume contém 12 cd’s, cada um com uma entrevista intercalada com as músicas de um artista diferente, neste volume tem Adoniran Barbosa, Bucy Moreira, Carlos Lyra, Cartola, Ciro Monteiro, Conjunto Época de Ouro, Jackson do Pandeiro, João Pacífico, Joubert de Carvalho, Lupicínio Rodrigues, Mário Lago e Paraguassú.

Mas bom mesmo foi encontrar essa semana essa promoção na Loja Virtual do SESCSP: simplesmente os outros 7 volumes, com outros 88 programas, estão sendo vendidos por R$ 249,00!!! Com frete grátis para todo o Brasil. Para se ter uma ideia, cada CD sai por incríveis R$ 2,83. É um preço muito barato para um tesouro tão precioso!!! Quem gosta de música brasileira não pode perder esta oportunidade única. Segue a lista dos artistas entrevistados nos programas de Fernanado Faro que foram registrados nesta coleção:

Ademilde Fonseca, Alaíde Costa, Antônio Almeida, Antônio Nássara, Antônio Nóbrega, Antônio Rago, Aracy de Almeida, Baden Powell,Banda de Pífanos de Caruaru, Beth Carvalho, Billy Blanco, Blecaute, Canhoto da Paraíba, Carmélia Alves, Cascatinha & Inhana, Chico Buarque, Claudete Soares, Claudionor Cruz, Copinha, Dick Farney, Djalma Corrêa, Dominguinhos, Dorival Caymmi, Elton Medeiros, Fagner, Fátima Guedes, Geraldo Filme, Germano Mathias, Mestre Ambrósio, Guilherme de Brito, Guinga, Henricão, Henrique Cazes, Hermeto Pascoal, Hervê Cordovil, Inezita Barroso, Isaura Garcia, Ismael Silva, Ivan Lins, Ivone Lara, João de Barro (Braguinha), João do Vale, João Nogueira, Joel de Almeida, Johnny Alf, Kleiton & Kledir, Lúcio Alves, Lúcio Cardim, Luiz Gonzaga Júnior, Luiz Vieira, Manezinho Araújo, Mauro Duarte e Noca da Portela, Mestre Marçal, MPB-4, Nana Caymmi, Nara Leão, Nei Lopes, Nelson Cavaquinho, Nelson Gonçalves, Newton Teixeira, Nora Ney, Orlando Silva, Otacílio Batista, Diniz Vitorino, Paulinho da Viola e Os Quatro Crioulos, Paulo Soledade, Paulo Vanzolini, Pedro Caetano, Pena Branca e Xavantinho, Quinteto Violado, Raphael Rabello, Renato Borghetti, Roberto Corrêa, Roberto Luna, Roberto Martins, Roberto Menescal, Roberto Paiva, Roberto Ribeiro, Roberto Silva, Sá & Guarabyra, Sambas da Bahia, Sérgio Ricardo, Sílvio Caldas, Taiguara, Tito Madi, Tonico e Tinoco, Zé Ketti, Zé Menezes e Zimbo Trio.

Para quem se interessar, a Gravadora Trama e a própria TV Cultura lançaram alguns destes programas em DVD. Eu só quero saber quando vão lançar o programa que tem a entrevista de Walter Franco, o que nos leva à segunda nova aquisição para a discoteca…

Vela Aberta, 1980 – Walter Franco

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Ontem fui conhecer a Livraria Cultura do Shopping Iguatemi, tinha que comprar um presente de aniversário para uma amiga e como só sei comprar discos e livros para os amigos, a escolha do local era óbvia. Enquanto estava ao telefone com a japonesa mais amazônica que há, chère Lisa, rodei a livraria atrás de algo, que logo encontrei, mas no caminho do caixa me deparo com a seção de discos, mais especificamente com expositores contendo a novíssima Coleção Cultura, projeto encabeçado por aquele responsável por tornar acessível álbuns mais do que fundamentais da música brasileira e que permaneciam esquecidos há décadas: Charles Gavin (que, para quem não sabe, é o ex-baterista do Titãs). Não tive dúvidas em comprar este que é o quarto álbum do meu mestre maior. Reedição caprichada, mais uma aquisição fundamental para a minha discoteca. Em vinil eu já tinha (relançado por Carlos Calanca através de seu maravilhoso selo Baratos Afins), agora em CD posso apreciar mais essa jóia de Walter Franco.

Deixo vocês com o texto de apresentação do álbum, por Charles Gavin:

A música de Walter Franco apresenta, desde seu primeiro disco de 1972, uma mistura ácida de rock and roll, MPB, poesia, atitude e experimentalismo. Em 1979, embalado pela repercussão da performance de Canalha no Festival da Canção da TV Tupi, o artista se trancou em estúdio para gravar o álbum mais pop e acessível de sua carreira. No repertório do novo disco se destacavam, além da própria Canalha, várias pérolas do cantor e compositor paulistano, como a Vela aberta, canção-título do LP, e as releituras de Feito gente e Me deixe mudo, clássicos de sua carreira, registrados anteriormente em Revolver, de 1975.

love on my terms

Posted in vomitando palavras with tags , , on 16/09/2010 by coelhoraposo

É muito bom passar por dias como o que passei hoje: dormi um, acordei outro. Simplesmente quando cai o pano e se estabelece a divisão entre palco e platéia, realidade e fantasia, tudo fica mais claro. Atores despem-se das personagens, a platéia sai do transe e levanta-se da poltrona rumo a pizzaria mais próxima ou simplesmente para casa retomar à rotina do dia-a-dia. Comigo caiu o pano, caiu a ficha. Tudo aquilo que disse na famigerada carta não enviada continua verdadeiro (tenho o péssimo hábito de não desdizer o que disse um dia), mas parte do passado, de um passado remotamente próximo, mas passado. É muito incrível como certos sentimentos tomam conta de você até você não poder mais controlá-lo. Mais incrível ainda é perceber o quanto nós somos levados tão facilmente por coisas que simplesmente não existem. Nosso desejo de ver uma fantasia ser real é tão intenso que nos leva às piores infantilidades, erros de timing e calibragem…

Enfim, nada disso mais importa. O que importa é que – mais uma vez – tentei deixar a porta da minha vida aberta para alguém entrar, mas os convites foram sussurros que não sei se foram ouvidos. Mas uma das constatações mais interessantes foi a de perceber que todo este amor, ou talvez mais especificamente este desejo de amar, serve como oxigênio, combustível para me manter vivo: as protagonistas mudam (Ok, confesso que algumas permanecem sempre presentes, independentes de onde estejam física ou espiritualmente), mas a matéria-prima disso tudo está em mim! Isso, como num passe de mágica, me serenou, como só Walter Franco ou Tom Jobim conseguem. Uma amiga me disse que esse meu “tipo” de amor sufoca, amedronta. Ora, esse é o MEU amor, MEU sentimento, faço dele o que quiser. Quem quiser provar dele, vai ser sob meus termos, como quando Charles Foster Kane, em Citizen Kane(1941):

“A toast, Jedediah, to love on my terms. Those are the only terms anybody ever knows – his own.”

Respeito, antes de mais nada, a coerência. Seja na arte, seja na política, seja nas relações amorosas, a coerência faz parte da fundação de qualquer tipo de trajetória. Ser coerente consigo mesmo é a primordial. Assim, o crucial neste momento para mim, é abraçar meus termos, minhas condições. Quero amar e ser amado dessa forma: intensamente, verdadeiramente, um amor juvenil, um amor maduro, romântico. Não tenho vergonha de me encantar num primeiro encontro, apaixonar-me ao primeiro olhar, mandar flores, escrever cartas. Sou assim. Quem quiser gostar de mim, eu sou assim.

Those are my terms.

walter franco: muito tudo

Posted in Genealogias de minhas paixões, homenagens, musique non stop with tags , , on 10/09/2010 by coelhoraposo

Numa bela noite de domingo, assistindo ao programa Curta-Brasil, da TV Nacional apresentado por Ivana Bentes, vi Muito Tudo, curta-metragem de Bel Bechara e Sandro Serpa de 2000. O filme me apresentou à obra de Walter Franco, gênio maior da minha discoteca. Poucos meses depois encontrei a reedição de seus dois primeiros álbuns na Série Dois Momentos, projeto dirigido por Charles Gavin que buscava resgatar clássicos da música brasileira nunca editados em CD.

Minha vida mudou. Para sempre.

mantra

Posted in Genealogias de minhas paixões, musique non stop with tags , , , , on 10/09/2010 by coelhoraposo

Tudo é uma questão de manter

A mente quieta

A espinha ereta

E o coração tranquilo

Coração Tranquilo (Walter Franco)

maternidade

Posted in Genealogias, homenagens with tags , , on 07/08/2010 by coelhoraposo

Adoraria estar postando aqui a terceira parte da minha listagem dos álbuns que mudaram minha vida para dar continuidade às postagens de 23.07 e 31/07, minha fixação do momento. Mas não posso deixar de externar minha felicidade ao saber que minha priminha Camila será mamãe, fato que acabo saber através do facebook. Gente, estou feliz. Tipo: muuuuuito feliz com essa notícia!!! Principalmente porque sei que ela e Leandro serão pais fantásticos para o rebento que logo irá iluminar a vida de ambos!

Pode ser efeito do álcool, mas estou profundamente emocionado! De verdade…

Parabéns aos dois mais novos mamãe e papai da família. =D

Uma singela homenagem a Camila:

no tabuleiro dos baianos

Posted in Genealogias de minhas paixões, musique non stop with tags , , on 22/07/2010 by coelhoraposo

Hoje acordei com o desejo de ouvir Amoroso/Brasil, de João Gilberto. Assim republico post do antigo blog sobre um dos álbuns que nunca me cansam! Quem quiser escutá-lo, aqui!

João Gilberto – Amoroso/Brasil

Alguns álbuns são bons, outros são bons e importantes, outros são geniais e revolucionários. Estes dois álbuns de João Gilberto (relançados num único disco) não se encaixam em nenhuma das categorias acima pelo simples fato de serem geniais por serem… simples. O minimalismo de João Gilberto encontro a pompa dos arranjos de Claus Ogerman (no caso de Amoroso, de 1976) e, como numa simbiose perfeita, criam uma sonoridade que beira à perfeição. E ter João Gilberto cantando em italiano, espanhol, inglês com aquele sotaque preguiçoso típico de sua baianidade que transforma o “mucho” e “muintcho, é impagável.

Quanto a Brasil, de 1981, João Gilberto se encontra com a geração (Caetano, Gil e Bethânia) que seguiu os caminhos abertos por ele e desse encontro surgiu um álbum-homenagem a música brasileira.

Enfim, Amoroso/Brasil é um álbum de standards da música mundial. E ninguém melhor que João para transformá-los em canções regionalmente universais.

Publicado originalmente em http://loveonmyterms.blogspot.com/2009/05/joao-gilberto-amorosobrasil.html, em 02/05/2009.

Auf Achse

Posted in Genealogias de minhas paixões, vomitando idéias with tags , , , , on 24/03/2010 by coelhoraposo

Na última segunda-feira (22/03) finalmente recebi o canudo de bacharel em Ciências Sociais, com habilitação em Antropologia. O peso que retirei das costas – que já tinha diminuído bastante com a defesa da famigerada monografia em fevereiro – me fez acordar lindo, leve e solto hoje. Após uma noite com família e amigos do peito, dormi como um graduado pela primeira vez.

Agora posso fazer muitas coisas sem culpa: jogar PS3 sem temer o amanhã, me atualizar em 24 horas sem pensar que tenho que revisar o último capítulo, fazer sessões intermináveis de RockBand: The Beatles/Guitar Hero/BandHero (este último em um futuro muito próximo) com a(s) galera(s), alimentar minha vocação para a boemia, investir 3 horas do meu dia na academia (de ginástica, é claro), ler o que me der na veneta sem pensar que tinha que estar lendo aquele texto do Bourdieu…

E obviamente, algo que é um dos meu hobbies favoritos: me apaixonar.

Por falar nisso, talvez motivado pelo sentimento de leveza que me tomou, decidi me declarar para uma amiga.

Não, não é nada do que possam pensar (ou talvez seja, mais isso não importa): simplesmente quis externar pra essa pessoa o quanto eu gosto dela, o quanto a amo. Mas não esse amor canastrão, lavado e desbotado que não quer dizer nada além de… nada; e sim o amor fraternal fruto da intimidade, do afeto e do companheirismo que supera tudo isso. Se me perguntarem o porquê desabafar isso para a pessoa ou aqui, não saberei responder. Simplesmente existem coisas que não têm explicação, pessoas de quem você não quer estar separado, pequenas coisas que te dão grandes prazeres… simplesmente são.

Enfim, nada como uma confusãozinha a menos na sua cabeça para te fazer feliz.

E, definitivamente, amor não é só paixão, amor não é só tesão. Amor é outra coisa, um dia aprendo…

You see her, you can’t touch her
You hear her, you can’t hold her
You want her, you can’t have her
You want to, but she won’t let you