Arquivo para Serge Gainsbourg

02 de abril: dia internacional da sedução

Posted in canções fundamentais, homenagens, musique non stop, nonsense with tags , , , , , , , , on 02/04/2012 by coelhoraposo

Se estivesse vivo, Serge Gainsbourg completaria hoje 84 anos.

Se estivesse vivo, Marvin Gaye completaria hoje 83 anos.

Para completar a trinca, hoje também é aniversário daquele que transformou a sedução em arte: Giacomo Girolamo Casanova de Seingalt.

Com toda a certeza hoje deveria ser um dia em homenagem aos sedutores em geral, afinal Gaye, Gainsbourg e Casanova nascerem no mesmo dia não pode ser coincidência: é destino.

E mais uma prova de que o destino é algo poderoso, também foi num 02 de abril que nasceu Jahanara Begum Sahib. Quem é Jahanara, você deve estar se perguntando. Eu também não sabia, mas ela é um dos frutos do amor de Shah Jahan por Mumtaz Mahal, amor este eternizado em mármore branco no monumental Taj Mahal.

É, dia 02 de abril é realmente um dia homenagem ao amor e à sedução…

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Gainsbourg e Jane Birkin no GENIAL Histoire de Melody Nelson, de 1971:

Marvin Gaye no igualmente GENIAL Let’s Get It On, de 1973:

Casanova, interpretado por Donald Sutherland, no filmaço de Federico Fellini:

Jorge Ben cantando a história “do amor do príncipe Shah Jahan, pela princesa Mumtaz Mahal…” e Tê Tê Tê Têtêretê!!!

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EM TEMPO!

Dia 02 de abril também foi o dia em que nasceram os escritores Émile Zola, Hans Christian Andersen e Camille Paglia; o ator Sir Alec Guinness, o pintorMax Ernst, o médium Chico Xavier, o piloto de F1 Jack Brabham e Edmundo, o animal.

Enfim, um dia auspicioso…

Boa semana a todos!

5 bis, Rue De Verneuil

Posted in apud, Genealogias de minhas paixões, homenagens with tags , , , , on 03/10/2011 by coelhoraposo

Este é o endereço da casa de Serge Gainsbourg em Paris. Tomara que a filha Charlotte abra as portas da casa para o mundo e não somente para a Vanity Fair.

After Serge made a film in Yugoslavia he bought a Rolls Royce with cash, it appealed to him to buy a Rolls with communist money. He didn’t have a drivers license so he kept it in a garage where he would occasionally go to sit, smoke and drink champagne – only ever Krug.

Muito GÊNIO o Gainsbarre! Me pergunto o que pensa o Palandi sobre usar dinheiro comunista para comprar um Rolls Royce…

A citação e o vídeo com os graffitis no muro da casa de Gainsbourg foram extraídos daqui, do portal We love music.

banho de loja

Posted in estante, musique non stop with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 26/07/2011 by coelhoraposo

Há muitos anos que meu hobby favorito é me perder numa loja de discos. Sempre fui um rato de sebo. Quem me conhece, sabe que sou um apaixonado por música e discos em vinil. Nesta nova visita ao Canadá não foi diferente. Tive que comprar outra mala praticamente só para guardar os discos que trouxe de lá. E ao contrário de antes, quando comprava vorazmente, optei só pelo crème de la crème, mesmo assim foi um bocado de coisa que trouxe das andanças por Montréal (lojinha do Festival de Jazz e a Cheap Thrills) e Toronto (a finada Criminal Records, a monumental Sonic Boom, a aconchegante Kops Records e outras que fui conhecendo na companhia da queridíssima Erica).

Enfim, esses bolachões e esses cd’s dizem muito sobre mim e estou muito feliz em tê-los comigo! (O que me lembra que preciso URGENTEMENTE trazer meus discos de Manaus, onde encontram-se em situação de armazenamento deplorável. Qualquer dica de transportadora será bem vinda.) Mas então, eis o que trouxe:

  • Aux Armes Et Cætera, Serge Gainsbourg – mesmo eu, que tenho sérias restrições ao reggae, adoro…
  • Bonnie And Clyde, Serge Gainsbourg – Bardot + Gainsbourg = ❤
  • Curtis, Curtis Mayfield – depois de conhecer através de um cd de banca de revista, enfim o original LP do fenomenal álbum de Mayfield
  • Ethio Jazz, Mulatu Astatke – tava mais do que na hora de conhecer Mulatu Astatke…
  • Histoire de Melody Nelson, Serge Gainsbourg – ah, melody…
  • In Rainbows, Radiohead – tá na hora de conhecer radiohead de verdade, né?
  • Initials B.B., Serge Gainbourg – clássica compilação de Gainsbarre
  • Jane Birkin/Serge Gainsbourg,  Serge Gainsbourg – para além de je t’aime… moi non plus
  • My Life in the Bush of Ghosts, Brian Eno + David Byrne – ❤ ❤ ❤
  • New Skin For The Old Ceremony, Leonard Cohen – pra mim, disparado o melhor de Cohen
  • Picnic Suite, Claude Bolling/Alexandre Lagoya/Jean-Pierre Rampal – sempre gostoso de ouvir os discos do Bolling
  • Red Hot + Rio 2, vários – para fazer par ao Red Hot + Rio de 15 anos atrás…
  • Roots, Curtis Mayfield – outro clássico de Curtis
  • Shaft, Isaac Hayes – Who is the man that would risk his neck for his brother man? (Shaft!)
  • Superfly, Curtis Mayfield – um dos raros momentos em que a trilha-sonora é infinitamente mais importante que o filme em si
  • Talking Book, Stevie Wonder – provavelmente o melhor álbum de Stevie Wonder
  • Tecnicolor – Os Mutantes – porque Mutantes é Mutantes, saca?
  • The Perfect Jazz Collection – Vols. 1 e 2coleção de 50 cd’s com 50 álbuns fundamentais da história do jazz de A a Z – ampliados, remasterizados e tudo por uma pechincha!
  • The Revolution Will Not Be Televised, Gil Scott-Heron – grata surpresa
  • Unknown Pleasures, Joy Division – até então, um prazer desconhecido pra mim
  • Voltaic, Björk – álbum ao vivo da tournée do Volta, mas não registra shows, mas sim os ensaios impecáveis da islandesa

os 25 álbuns que mudaram o (meu) mundo – parte 3 de 5

Posted in Genealogias de minhas paixões, listas, musique non stop, os 25 álbuns que mudaram o (meu) mundo with tags , , , , , , on 18/08/2010 by coelhoraposo

Depois de um longo hiato, a terceira parte lista! Depois diga o que acharam.

O Grande Show, ao vivo no Procópio Ferreira , 1979 – Baden Powell

Se João Gilberto criou a batida da Bossa Nova, Baden Powell é criou um estilo único de ataque ao violão: selvagem e tecnicamente impecável. Sem Baden Powell não teríamos tido Raphael Rabello nem Yamandu Costa, seus seguidores. Conheci Baden através de meu pai, que na década de 70 teve o prazer de conviver com o violonista nas rodas de samba que frequentadas por ambos no Recreio dos Bandeirantes. Cresci ouvindo falar dele até que um belo dia comprei esse vinil duplo que registra o show de retorno de Baden ao Brasil, depois de alguns anos morando na Europa.

Show fantástico produzido pelo jornalista Sérgio Cabral, registra Baden no auge de sua maturidade musical, interpretando standards da música brasileira, sendo muitos deles de sua autoria, seja com Vinícius de Moraes (“Samba da Bênção”, “Tempo Feliz”, “Berimbau” e “Canto de Ossanha”), seja com a magistral “Refém da Solidão”, composta com Paulo César Pinheiro, temas próprios como “Petit Valsa” e “Tributo a Juazeiro” , além de reinterpretações geniais como uma versão calcada no blues de “Asa Branca”, clássico indispensável de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira e uma versão frenética de “A Lenda do Abaeté”, de Dorival Caymmi.

A banda que acompanha Baden Powell merece destaque: o baixista Saulo Bezerra de Melo, Don Bira e Jorginho Cebion na percussão, além da sensacional bateirista Lilian Carmona. Um álbum que qualquer amante da música brasileira que se preze deveria, ao menos uma vez, escutar. Pena que nunca tenha sido relançado em CD. Parabéns aos sortudos qua o tenham em vinil.

Harvest, 1972 – Neil Young

Comprei esse álbum na loja Musical Center numa manhã de sábado, não tinha muito o que esperar dele. Para mim, Neil Young só era mais um nome daqueles que a gente sabe que precisa respeitar mas não sabe muito bem o porquê. Ao chegar em casa e escutar aos primeiros acordes de “Out Of The Weekend”, vi que tinha em mãos um tesouro: daqueles que não se pode vender, trocar, emprestar. Logo me tornei fã incondicional dele e de toda a sua obra. Ao som desse álbum, já chorei, já me alegrei, me pacificou… Desde então, I’ve been a miner for a heart of gold!

Histoire de Melody Nelson, 1971 – Serge Gainsbourg

Certa vez, conversando com Sérgio Moriconi – uma das minhas grandes influências, cinematográfica e musicalmente falando; ele me contou sobre a caixa com a obra integral de Gainsbourg. Não o conhecia, para mim era só o “cara que fez” Je t’aime, moi non plus: a música e o filme. Ao longo dos anos, dele ouvi uma coisa aqui, outra ali, até que me deparei com este álbum na internet, em alguma lista dos mais influentes álbuns da década de 1970: Histoire de Melody Nelson é qualquer coisa de fantástico. Os 30 e poucos minutos de duração passam num instante e você quer ouvi-lo novamente o tempo todo. Em um post passado, descrevi o sentimento de estupefação que me tomou ao escutá-lo pela primeira vez: cliquem no link acima e ouçam do que estou falando.

Jobim, 1970 – Victor Assis Brasil

No La Película Café, que minha mãe teve entre 1995 e 2005 no Cine Brasília, também funcionava uma pequena livraria que tinha um acervo pequeno, porém bem sortido de livros de arte, poesia, anarquismo etc. Durante um certo período, também tivemos CD’s à venda: uma loja, já extinta, deixara vários títulos em consignação para vendermos. Desnecessário dizer que a grande maioria deles foram adquiridos por mim mesmo. Entre eles estava este do fenomenal saxofonista Victor Assis Brasil, interpretando clássicos do Tom Jobim. Jazz da melhor qualidade. Uma pena que Assis Brasil tenha vivido tão pouco, seria uma unanimidade.

Little Creatures, 1986 – Talking Heads

A banda liderada por David Byrne é algo impossível de rotular: é new wave? É pós-punk? É world music? É art rock? Eu, particularmente não sou afeito a rótulos, gosto de música boa, este é minha maneira de classificar música. E Talking Heads não é bom: é genial! Deveria ter uns 14 anos e estava de férias no Rio de Janeiro com minha mãe, quando ela comprou alguns vinis vendidos por um ambulante da rua do Catete. Dentre eles, estava uma cópia já meio surrada deste Little Creatures, algumas canções já tinha escutado em algum momento.

Como no caso da escolha de Avalon, para representar Roxy Music nesta listagem, Little Creatures não é meu álbum preferido do Talking Heads, mas além de ter sido minha porta de entrada para seu universo musical, ele é uma sucessão de canções fantasticamente bem produzidas, com letras fantásticas e arranjos que resgatam as raízes do country, sem ser algo excessivo e sem perder algo que – também como a banda de Bryan Ferry – é fundamental para a consolidação de um grupo de música: a capacidade de não comprometer sua visão artística mesmo sendo altamente pop. A lista de músicas é uma sucessão de canções que te botam pra cima, deixando um sorriso no seu rosto. É o último grande álbum do Talking Heads antes do fim da banda no início da década de 1990, quando Byrne se lançou ao mundo como um verdadeiro arqueólogo musical, através de seu selo Luaka Bop. Mas isso é assunto para o 25º membro desta lista.