Arquivo para Ryuichi Sakamoto

2012 promete…

Posted in canções fundamentais, itinerários, musique non stop with tags , , , , , , , , on 08/02/2012 by coelhoraposo

…muita música boa vindo por aí!

Tenho algo como 9 rascunhos de post esperando para serem retomados. Mas fui obrigado a ultrapassá-los para compartilhar o fato de quem 2012 será um ano cheio de aventuras musicais fantásticas!

Vencida a inexplicável tentação de ir para o Lolla Pa Loser (ok, tem bandas bem legais no line-up, mas nada que me faça rumar até o Jockey Club de São Paulo), já estou com meus ingressos na mão para ver Björk, Ryuichi Sakamoto, Justice e mais uma pá de coisa incrível na primeira edição brazuca do Sónar.

Daí, eis que o Lucio Ribeiro anuncia que sua casa de shows, o Cine Jóia receberá em abril, o ex-vocalista do Screaming Trees e personificação da atitude rock’n’roll, Mark Lanegan. Dia 14 de abril, mais especificamente.

Não bastando, o mesmo Lucio agora há pouco postou em seu blog que o bardo estadunidense Robert Zimmerman, também conhecido como Bob Dylan, deve desembarcar em abril ou maio para uma turnê brazuca. Será que depois de mais de uma década de tentativas e erros, conseguirei finalmente vê-lo em ação???

É, 2012 começou com tudo!!!

red hot + rio volume 2

Posted in estante, musique non stop, revisão crítica with tags , , , , , , on 19/07/2011 by coelhoraposo

Quinze anos depois de produzir o interessantíssimo Red Hot + Rio, que presta homenagem a Bossa Nova, balançando o coreto com interpretações inesperadamente marcantes (como Cesária Évora, Ryuichi Sakamoto e Caetano cantando “É preciso perdoar” e David Byrne e Marisa Monte cantando “Águas de Março”), a Organização Red Hot, conhecida por angariar fundos para projetos contra a AIDS, lança um robusto álbum duplo como o segundo álbum homenageando a música brasileira.

Este Red Hot + Rio 2 é o décimo-sétimo lançamento da Red Hot, que tem álbuns memoráveis como o Red Hot + Rhapsody (em homenagem a George Gershwin); e homenageia, digamos assim, a tropicália. Segue a mesma fórmula de apresentar remixes, versões mais modernosas e músicas de artistas brasileiros da atualidade  muito boas (outras nem tanto). O resultado final é uma mistura, uma geléia geral como diria o guru da tropicália, Torquato Neto. Mas tenho a leve impressão de que a receita dessa geléia foi um tanto quanto exagerada. Perderam um pouco o ponto. O resultado ficou um tanto quanto esquizofrênico. Mas e daí? Adoro coisas esquizóides mesmo. Então vale a pena sim escutar/baixar/comprar porque os bons momentos das mais de 2 horas de audição acabam por eclipsar os exageros ou os desentendimentos de parte dos intérpretes, produtores etc.

Destaque para “Tropicalia” (Beck + Seu Jorge), “Um Canto de Afoxé para o Bloco do Ilê” (SuperHuman + Cults), “Aquele Abraço” (Forró In The Dark + Brazilian Girls + Angélique Kidjo), “It’s a Long Way” (Apollo Nove + Céu + N.A.S.A.), “A Cidade” (DJ Dolores + Eugene Hutz + Otto + Fred 04 + Isaar), “Bat Macumba” (Of Montreal + Sérgio Dias), “Águas de Março” (Atom + Toshiyuki Yasuda Feat. Fernanda Takai + Moreno Veloso), “Ogodô, Ano 2000” (Javelin + Tom Zé), “O Leãozinho” (Beirut) e uma versão de “Acabou Chorare” que tem um valor histórico à parte por ser interpretada por Bebel Gilberto, a filha daquele que mudou radicalmente o rumo da musicalidade dos Novos Baianos (antes ele já tinha mudado a história da música popular): João Gilberto.

Um destaque individual fica para a cantora/compositora folk californiana chamada Mia Doi Todd, que encara “Canto de Iemanjá”, de Baden Powell e Vinícius com muita atitude (além de um português bem ensaiado, tanto nessa música que faz parte dos Afrosambas, quanto em “Um Girassol da Cor de Seu Cabelo”, de Márcio e Lô Borges). Taí, comprar esse CD valeu a pena só por conhecê-la (ok, isso foi exagero).

Aqui uma provinha do primeiro Red Hot + Rio com a divina Cesária Évora acompanhada de Caetano e Sakamoto:

E agora um pouquinho da Mia Doi Todd, apresentando parte de Canto de Iemanjá (que faz parte de seu último álbum, Cosmic Ocean Ship):