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no tabuleiro dos baianos

Posted in Genealogias de minhas paixões, musique non stop with tags , , on 22/07/2010 by coelhoraposo

Hoje acordei com o desejo de ouvir Amoroso/Brasil, de João Gilberto. Assim republico post do antigo blog sobre um dos álbuns que nunca me cansam! Quem quiser escutá-lo, aqui!

João Gilberto – Amoroso/Brasil

Alguns álbuns são bons, outros são bons e importantes, outros são geniais e revolucionários. Estes dois álbuns de João Gilberto (relançados num único disco) não se encaixam em nenhuma das categorias acima pelo simples fato de serem geniais por serem… simples. O minimalismo de João Gilberto encontro a pompa dos arranjos de Claus Ogerman (no caso de Amoroso, de 1976) e, como numa simbiose perfeita, criam uma sonoridade que beira à perfeição. E ter João Gilberto cantando em italiano, espanhol, inglês com aquele sotaque preguiçoso típico de sua baianidade que transforma o “mucho” e “muintcho, é impagável.

Quanto a Brasil, de 1981, João Gilberto se encontra com a geração (Caetano, Gil e Bethânia) que seguiu os caminhos abertos por ele e desse encontro surgiu um álbum-homenagem a música brasileira.

Enfim, Amoroso/Brasil é um álbum de standards da música mundial. E ninguém melhor que João para transformá-los em canções regionalmente universais.

Publicado originalmente em http://loveonmyterms.blogspot.com/2009/05/joao-gilberto-amorosobrasil.html, em 02/05/2009.

This fire is out of control!

Posted in musique non stop, relaxing times with tags , , , on 22/03/2010 by coelhoraposo

Crédito: Abelardo Mendes Jr. - http://www.cult22.com

Pensei em escrever um textinho sobre a aventura musical de ontem com Alex Kapranos e cia. Entretanto, o grande Palandi foi mais rápido e, por ser muito mais eficiente na arte da escritura do que eu, compartilho suas observações sobre o show de ontem. Mas antes só uma palavra: un-fuckin’-believable!!!

 

 

Como já disse aqui uma vez, eu amo Brasília. Possivelmente é a única coisa ou pessoa que amo tanto quanto amo meus pais. Mas na noite desse domingo, por volta das dez horas, eu gritava repetidamente que iria queimar a cidade. A culpa é do Franz Ferdinand, que deu as caras no Planalto Central para mostrar como é ver uma banda no auge, deixar alguns milhares de brasilienses suados e ensinar algumas coisas sobre o pop.

Começando com apenas vinte minutos de atraso, a apresentação é “pé embaixo”, como dizem na Fórmula 1, e não há tempo para se refrescar entre um hit e outro. “Auf achse”, “No you girls”, “Take me out”, “Ulysses”: uma surge grudada na outra, e cada uma ganha contornos diferentes ao vivo. “Do you want to”, cuja versão de estúdio eu acho a coisa mais sem graça do mundo, faz todo o sentido no meio do concerto. Em “The dark of the matinee”, uma das minhas duas preferidas, vejo a frente da multidão pulando. O meio também. O final também. Os playboys perto de mim também. Deu orgulho da galera, e não foi pouco.

Do meio para frente, os hits diminuem um pouco, mas a qualidade continua lá em cima: em uma das passagens instrumentais, a banda muda de ritmo e coloca algo mais… caribenho? “É carimbó”, diz um amigo de Manaus, enquanto a gente faz uma roda para dançar essa inovação escocesa. No tradicional momento do Olodum de Glasgow, o quarteto vai todo tocar percussão à frente do palco, que era pequeno demais para o herói da noite, o cantor, guitarrista e personal trainer Alex Kapranos.

Ele sobe nos amplificadores, faz polichinelos, sobe e desce num ritmo impressionante, mais ainda quando lembramos que ele completou 38 primaveras no sábado. Assim, a apresentação do Franz Ferdinand nos ensina que um grande show de rock se faz com duas coisas: um bom repertório e um vocalista magro. Você pode ter gordos em qualquer instrumento, mas não pode ter um cantando: a plateia perde o interesse. Falo sério: os grandes líderes da massa ao vivo são todos magros (Mick Jagger e Jarvis Cocker são as lembranças imediatas), e você não se lembra de nenhuma apresentação antológica liderada por um pançudo. Isso acontece para que você não fique comentando das banhas depois, concentrando-se na música e, no máximo, elogiando a disposição dos atletas do pop.

No final, uma sequência do já clássico primeiro disco, com “Jacqueline”, “Michael” e “Darts of pleasure” emendadas, e “Lucid dreams” antes de uma instrumental eletrônica que por alguns momentos lembrou-me “Piece of me”, da Britney Spears – torci para que fosse uma versão, mas não era. Agora vamos aos pontos negativos: minha outra preferida do FF, “Walk away”, ganhou uma versão bem diferente, que achei lenta demais. A galera gostou, mas eu preferia algo mais embalado, com aquela malemolência alemã chupada de “The model”, do Kraftwerk. Mas o que deixou a desejar mesmo foi a estrutura: primeiro, com os flanelinhas tabelando em 5 reais o estacionamento nas imediações. Depois, não havia telão com imagens do palco, e o fundo deste era “decorado” com umas imagens que pareciam ter saído do Winamp ou do Media Player.

Mas nada que se compare ao verdadeiro crítico da noite: o horroroso sistema de climatização do Marina Hall, que submeteu os presentes a um calor insuportável. Paredes suadas, chão ensopado, sensação de sauna: um martírio infernal que se repete em todos os shows agendados para o local, como o dos Pet Shop Boys, seis meses atrás, e sobre o qual ninguém faz nada. E não adianta, como fiz no começo do texto, botar a culpa disso em “This fire”. Pela quantidade de gente, a apresentação poderia ter sido no Nilson Nelson, com amplo estacionamento, boa circulação de ar e em uma localização muito mais central. Uma pena.

 

p.s.: alguém viu que tinha um goiano de kilt assistindo à apresentação? Certas coisas deveriam ficar restritas ao hemisfério norte…

(Eduardo Palandi – www.palandi.com)

 


eu sou você que se vai no sumidouro do espelho…

Posted in musique non stop with tags , , , on 09/07/2009 by coelhoraposo

A ausência de posts por aqui se deve a um monte de coisas, mas a principal é falta de inspiração. Como hoje me deu vontade de colocar algo por aqui, pensei em Guinga. Afinal ele é o melhor compositor em atividade no Brasil. E quem diz isso não sou eu, mas sim o Chico Buarque.

Adoro Catavento e Girassol(Guinga/Aldir Blanc) com todas as minhas forças. Está entre os Top 5 da minha vida. Definitivamente. Maravilhoso. Deliciem-se!

ps. pra quem não conhece o Guinga ele não é a Leila Pinheiro (apesar de terem gostos em comum, se é que vocês me entendem), mas sim o violonista que está tocando com ela

there will be love: the bob dylan way

Posted in musique non stop with tags , , , on 16/05/2009 by coelhoraposo
bringing-big
  1. Love Sick – Time Out Of Mind (1997)
  2. Most Of The TimeOh Mercy (1989)
  3. When The Deal Goes Down – Modern Times (2006)
  4. Tangled Up In Blue Blood On The Tracks (1974)
  5. Lay Lady LayNashville Skyline (1969)
  6. Jokerman – Infidels (1983)
  7. On A Night Like ThisPlanet Waves (1974)
  8. Standing In The Doorway – Time Out Of Mind (1997)
  9. Just Like A WomanBlonde On Blonde (1966)
  10. Isis – Desire (1976)
  11. She Belongs To Me – Bringing It All Back Home (1965)
  12. If Not For You – New Morning (1970)
  13. Shelter From The Storm – Blood On The Tracks (1974)
  14. The Man In MeNew Morning (1970)
  15. Buckets Of Rain – Blood On The Tracks (1974)
  16. Sara Desire (1976)
  17. Love Minus Zero/No Limit – Bringing It All Back Home (1965)
  18. This Dream Of YouTogether Through Life (2009)
  19. Million Miles Time Out Of Mind (1997)
  20. I Want You – Blonde On Blonde (1966) 

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