Arquivo para Noel Rosa

os 25 álbuns que mudaram o (meu) mundo – as menções honrosas

Posted in Genealogias de minhas paixões, listas, musique non stop, os 25 álbuns que mudaram o (meu) mundo with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 17/08/2011 by coelhoraposo

Quando há mais de um ano decidi fazer uma lista dos álbuns que mudaram a minha forma de escutar música e que me ajudaram a ser o que sou hoje, tive a ambição de delimitar em 5 o número dos discos memoráveis. Logo percebi ser impossível. Terminei em 25.

Para corrigir alguns esquecimentos imperdoáveis, listo mais 10. São dez álbuns que fazem parte do meu universo musical mais restrito e pelos quais tenho carinho especial.

Assim, vejo que 5 se transformaram em 35… Enfim, síntese nunca foi o meu forte.

Agora, quem me conhece sabe que tem um álbum que está faltando nessa longa lista. Alguém se habilita?

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Catavento e Girassol (1996) – Leila Pinheiro

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Leila cantando as composiçõoes de Guinga e Aldir Blanc… lindo de chorar

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Corredor Polonês (1987) – Patife Band

clique para ouvir Fernando Pessoa, versão punk dodecafônico

A energia do punk se encontra com a dodecafonia: explosivo e genial

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Eu e a Bossa (1999) – Johnny Alf

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Garimpado nos saldões de CD da vida, uma amostra da pedra preciosa que foi mestre Alf

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Máquina de Escrever Música (2000) – Moreno +2

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Felizmente nem só de Los Hermanos vive a cena carioca metida a hipster. Evoé Moreno! Evoé Domenico! Evoé Kassin!

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Money for Nothing (1988) – Dire Straits

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Porque o primeiro bolachão a gente nunca esquece…

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Nara (1964) – Nara Leão

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A musa da Bossa Nova decide subir o morro para mostrar que agora era a vez deles: dela e do morro

Rain Dogs (1985) – Tom Waits

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Tom Waits no auge de sua “margenialidade”

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Roberto Carlos (1971) – Roberto Carlos

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Todos que torcem o nariz para o rei mesmo após a audição deste clássico de 71, estão surdos!

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Rumo aos Antigos (1980) – Grupo Rumo

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Porque para ousar fazer o novo, é preciso estudar e reinventar o passado. (Ouça no grooveshark)

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Trem Caipira (1985) – Egberto Gismonti

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Gismonti, Villa-Lobos e sintetizadores: sintonia fina

à la recherche du temps perdu

Posted in Divã, vomitando palavras with tags , , , on 13/12/2010 by coelhoraposo

Noel Rosa, cujo centenário de nascimento foi celebrado dia 11 último, morreu aos 26 deixando uma obra de mais de 250 canções.

Orson Welles revolucionou o cinema mundial aos 26 anos, ao dirigir e estrelar aquele que, para muitos, é o filme mais embemático da história do cinema: Cidadão Kane.

Aos 28 anos, Glauber Rocha já havia realizado Barravento, Deus e o Diabo na Terra do Sol e Terra em Transe (este último, filme fundamental para a minha vida).

Eike Batista fez US$ 500 mil virarem US$ 6 milhões em um ano. Tinha 22 anos.

Num primeiro momento, pode parecer bobagem ficar citando essas pessoas e suas realizações, mas a verdade é que sinto um grande vazio dentro de mim. Um vazio que não sei explicar nem como preencher. Olho para trás e vejo que nada fiz, nada realizei. Cursei uma faculdade que nunca me empolgou, abri mão do sonho de fazer cinema, não casei, não tive filhos, não escrevi um livro.

Tenho me transformado em mais um autômato que trabalha, paga contas e espera. Espero por algo que nem sei o que é, por alguém que nem sei quem é, por uma vida que nem sei se quero ter. Não sou um cineasta, não sou um intelectual, não sou um homem de negócios, não sou um político, não sou um marido, não sou um pai e, a cada dia que passa, vejo que não sou um bom filho, nem um bom amigo. Esse vazio que toma conta de mim, que me atormenta não tem explicação. Não que eu esteja sofrendo, chorando pelos cantos, estou mesmo é cansado, cansado de não ser o que queria ter sido ou que talvez tenham querido que eu fosse.

Amores, realizações, conquistas tudo tende a encontrar morada no plano das ideias. Pouco ou quase nada consigo arrastar para a vida real, para a vida vivida do dia-a-dia. Mas enfim, vida que segue seu rumo de forma inercial. Vida que segue de maneira inclassificável rumo a um destino indefinido. Minha vida.

 

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

(Tabacaria, Álvaro de Campos)