Arquivo para desejo

da série “cartas não enviadas” – II

Posted in Cartas não enviadas with tags , , on 08/09/2010 by coelhoraposo

Ao som de Cat Stevens

Cara Xxxxxxxxx,

Sou alguém que não consegue viver sem amores impossíveis. Me alimento da fantasia, de um tipo ideal de amor que não existe. Masoquismo, pode ser. Mas é este tipo de paixão delirante que me move. Sou um romântico, com tudo o que de negativo isso possa trazer. Não sei quanto a você mas acredito no encantamento. E acreditar no encantamento hoje em dia me coloca numa posição de inferioridade perante um mundo tão desencantado e cínico.

Quando a reencontrei depois de tanto tempo, fui nutrindo um desejo intenso de ter você ao meu lado. Sempre. O medo, a ansiedade, a espera, os desencontros, os encontros sempre atropelados pelas circunstâncias do momento, a dúvida… Todas essas coisas ao invés de me afastarem de você, me aproximaram ainda mais desse incipiente sentimento confuso que aos poucos tomou conta de mim. Passei a criar um mundo em que você fazia parte, comigo. E a certeza da incerteza sobre o que poderias sentir por mim me angustia, me mata.

Todos os encontros planejados por mim viraram poeira e essa poeira poluiu meu coração de tal maneira que não sei mais o que sinto: é amor? Mas o que é o amor senão um sentimento construído socialmente ao longo dos séculos? Ao menos o amor romântico que tanto foi cantado em prosa e verso por Goethes, Baudelaires, Rilkes, Florbelas, Pessôas… Não sou poeta, não tenho capacidade para tal, mas os invejo. Os invejo porque eles conseguem colocar no papel tudo aquilo que algum dia gostaria de falar para você. Sabendo de tudo isso, seria temerário dizer “eu te amo”? Muito provavelmente sim, no mínimo infantil. Mas essa infantilidade me é muito reconfortante.

Assim como foi reconfortante mandar flores para você. Me fez muito bem, me senti agente dentro da minha vida, tomar atitudes. É claro que o momento não foi o melhor (tenho um péssimo timing), mas o carinho que quis transmitir foi, antes de mais nada, um carinho genuíno de alguém que realmente gosta de você, mesmo sem saber bem o porquê. Mesmo sem saber como o receberia. A alegria é contagiante e a dor, contagiosa, infelizmente é assim esse mundo: quero deixar claro que, independentemente de qualquer coisa, tentei me mostrar solidário.

Como falei no início, me alimento de fantasias. E com você – ou com a ideia que faço de você – sonho acordado, passo as horas esperando por você, mas você não vem. Sou um apaixonado por pequenos prazeres e quero compartilhá-los contigo. Se tivesse algo que eu pudesse dizer que foi o que me encantou em você foi sua dignidade, olho para você e vejo uma mulher forte, sensível, atrelada aos seus sonhos de maneira cativante. Objetiva, mas sensível. Aparência frágil, mas forte como um búfalo por dentro. Queria agora tocar seu rosto, acariciar seus curtos cabelos, beijar seus lábios e perguntar: posso fazer parte da sua vida?

Mas ao mesmo tempo em que penso e digo que estou completamente apaixonado, uma parte dentro de mim diz outra coisa: a razão diz que tudo isso não passa de um delírio de um eterno garoto à espera de algo que não existe. Todo relacionamento é uma via de mão dupla e quando comecei a sentir que essa via só tem um sentido – de mim para você e nunca o contrário – resolvi me afastar, porque esta é única maneira possível que consigo encontrar para não sofrer por este delírio que, com o tempo, percebo que realmente não passa de um delirio porque sinto que não tenho espaço em sua vida. Ao menos não como eu gostaria que tivesse.

Talvez você leia isto algum dia, talvez não. Mas não me importo mais. Se algum dia nossos caminhos se cruzarem novamente – e secretamente torcerei para isso – o destino nos dirá o que fazer. Dito isto, dito está, “that’s just another case of common uncommunicability, and life goes on in such a lonely way…” *

Uma catarata de beijos,

Thiago

* trecho de “Common Uncommunicability”, de Maurício Pereira. Faixa 13 do álbum “Música Serve Pra Isso”, de Os Mulheres Negras. Ouça aqui.

Alguém se habilita?

Posted in musique non stop, relaxing times with tags , , , , on 19/01/2010 by coelhoraposo

Meu projeto de férias seria uma rápida tour por Nova Iorque e Toronto em abril: conhecer Manhattan com a Erica e comemorarmos nossos aniversários (o dela é colado no meu, com um dia de intervalo para curar a ressaca). Mas devido a uma série de contratempos estou começando a achar que esses planos podem ir por água abaixo…

Assim, surge o projeto COACHELLA 2010!!! É muita gente boa reunida em um lugar só, será que resisto? Tenho até sexta pra decidir. ai ai ai ai!!!

Da série: “cartas não enviadas”

Posted in Genealogias de minhas paixões, vomitando palavras with tags , , on 16/11/2009 by coelhoraposo

Querida Xxxxxxxx,

Que eu tenho uma mente caótica você já deve ter percebido. Mas pior do que ela é o meu coração: ele está sempre perdido em alto mar, se afogando em sentimentos que não sei se são genuínos. Me sinto só, isolado num mundo onde tudo é jogo, todos os passos tem que ser meticulosamente medidos para não pisarmos em ovos, ou na bola. Eu até tento jogar: me visto de cínico, me inspiro em canções, me espelho em personagens de filmes… Mas chego sempre à conclusão de que sou um péssimo jogador.

Contigo talvez tenha sido um pouco disso: tentei te decifrar, ler nos teus olhos, nos teus gestos, no teu sorriso, nos teus convites… No momento em que tinha certeza de que caminhávamos na mesma estrada, tentei vencer a minha timidez. Não consegui. Ouvir um não seria muito doloroso pra mim porque implicaria em não mais compartilhar da tua companhia, da tua voz, do teu olhar penetrante que tanto evito…

Não lido bem com despedidas – sejam elas temporárias ou permanentes. Este ano em especial tem sido duro neste quesito de partidas: queridos e queridas que partiram: uns para outros cantos do mundo, outros para outros planos da existência…

Alguma canção me disse pra ser sutil, mas eu não sei amar sutilmente. Sou inseguro, indeciso e apegado a romances. Pensei que contigo eu venceria meus medos, viveria o romance que tinha estabelecido na minha cabeça. Mas, penso ter lido os sinais de maneira errada. Novamente. Talvez o que eu precise seja parar de querer ler sinais, ler as pessoas. Quebrar a cara ouvindo um “não estou afim” se faz necessário. Mas dói pra caralho!

Viajo agora pensando novamente em você: no que nós não tivemos, nos seus lábios não beijados, nos sonhos não compartilhados, na vida não vivida. Quando eu voltar, um pouco mais serenado, talvez te ligue de novo, convidando-a novamente ao cinema, chamando-a para umas cervejas, para dançar… Sei lá! O que importa é tentar te mostrar que estou aqui, louco para passar meus dedos entre teus cabelos, segurar sua cintura e tocar seus lábios me deixando perder no seu olhar…

Fazer o quê? “Me deu na telha te dar meu coraçãozinho…”

Post Scriptum – II

Posted in nonsense with tags on 15/09/2009 by coelhoraposo

Falando em São Paulo…

AC/DC, dia 27 de novembro no estádio do Morumbi. Ingressos à venda a partir de 21 de setembro

Alguém topa?

Post Scriptum – I

Posted in nonsense with tags on 15/09/2009 by coelhoraposo

Falando em Rio de Janeiro…

Flamengo x São Paulo, dia 10 de outubro no Maracanã

alguém anima?

Freud explica?

Posted in Genealogias de minhas paixões with tags , , , on 06/09/2009 by coelhoraposo

Não tenho o costume de lembrar dos meus sonhos, muito menos de voltar a dormir e retomar o sonho de onde ele parou, tal qual uma pausa no vídeo… Mas certas coisas são mais fortes, são mais vivas do que parecem. Nosso inconsciente é um oceano pacífico de possibilidades, alternativas e nos apresenta sempre uma infinidade de caminhos possíveis em nossas vidas.
Nossos medos mais recônditos, nossos desejos mais latentes… Tudo se mistura numa confusão de sensações que podem nos elevar às alturas ou nos empurrar para as profundezas da depressão. Pelo menos é assim que funciona comigo.

Neste caso estou nas nuvens! =)

…sonhei que o fogo gelou
sonhei que a neve fervia
e por o sonhar o impossível, acho
sonhei que tu me querias…

Outros Sonhos (Chico Buarque) – clique para ouvir

Bootie Brasilia: A Festa do Ano

Posted in musique non stop with tags , , on 11/07/2009 by coelhoraposo

Eu prefiro esperar mais seis meses para receber o meu diploma do que perder essa festa:

BootieBrasilia

BootieBrasilia_back

Quem quiser se divertir a valer e dançar até não aguentar mais, está super convidado!

Duas pequenas amostras do que esperar: