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This fire is out of control!

Posted in musique non stop, relaxing times with tags , , , on 22/03/2010 by coelhoraposo

Crédito: Abelardo Mendes Jr. - http://www.cult22.com

Pensei em escrever um textinho sobre a aventura musical de ontem com Alex Kapranos e cia. Entretanto, o grande Palandi foi mais rápido e, por ser muito mais eficiente na arte da escritura do que eu, compartilho suas observações sobre o show de ontem. Mas antes só uma palavra: un-fuckin’-believable!!!

 

 

Como já disse aqui uma vez, eu amo Brasília. Possivelmente é a única coisa ou pessoa que amo tanto quanto amo meus pais. Mas na noite desse domingo, por volta das dez horas, eu gritava repetidamente que iria queimar a cidade. A culpa é do Franz Ferdinand, que deu as caras no Planalto Central para mostrar como é ver uma banda no auge, deixar alguns milhares de brasilienses suados e ensinar algumas coisas sobre o pop.

Começando com apenas vinte minutos de atraso, a apresentação é “pé embaixo”, como dizem na Fórmula 1, e não há tempo para se refrescar entre um hit e outro. “Auf achse”, “No you girls”, “Take me out”, “Ulysses”: uma surge grudada na outra, e cada uma ganha contornos diferentes ao vivo. “Do you want to”, cuja versão de estúdio eu acho a coisa mais sem graça do mundo, faz todo o sentido no meio do concerto. Em “The dark of the matinee”, uma das minhas duas preferidas, vejo a frente da multidão pulando. O meio também. O final também. Os playboys perto de mim também. Deu orgulho da galera, e não foi pouco.

Do meio para frente, os hits diminuem um pouco, mas a qualidade continua lá em cima: em uma das passagens instrumentais, a banda muda de ritmo e coloca algo mais… caribenho? “É carimbó”, diz um amigo de Manaus, enquanto a gente faz uma roda para dançar essa inovação escocesa. No tradicional momento do Olodum de Glasgow, o quarteto vai todo tocar percussão à frente do palco, que era pequeno demais para o herói da noite, o cantor, guitarrista e personal trainer Alex Kapranos.

Ele sobe nos amplificadores, faz polichinelos, sobe e desce num ritmo impressionante, mais ainda quando lembramos que ele completou 38 primaveras no sábado. Assim, a apresentação do Franz Ferdinand nos ensina que um grande show de rock se faz com duas coisas: um bom repertório e um vocalista magro. Você pode ter gordos em qualquer instrumento, mas não pode ter um cantando: a plateia perde o interesse. Falo sério: os grandes líderes da massa ao vivo são todos magros (Mick Jagger e Jarvis Cocker são as lembranças imediatas), e você não se lembra de nenhuma apresentação antológica liderada por um pançudo. Isso acontece para que você não fique comentando das banhas depois, concentrando-se na música e, no máximo, elogiando a disposição dos atletas do pop.

No final, uma sequência do já clássico primeiro disco, com “Jacqueline”, “Michael” e “Darts of pleasure” emendadas, e “Lucid dreams” antes de uma instrumental eletrônica que por alguns momentos lembrou-me “Piece of me”, da Britney Spears – torci para que fosse uma versão, mas não era. Agora vamos aos pontos negativos: minha outra preferida do FF, “Walk away”, ganhou uma versão bem diferente, que achei lenta demais. A galera gostou, mas eu preferia algo mais embalado, com aquela malemolência alemã chupada de “The model”, do Kraftwerk. Mas o que deixou a desejar mesmo foi a estrutura: primeiro, com os flanelinhas tabelando em 5 reais o estacionamento nas imediações. Depois, não havia telão com imagens do palco, e o fundo deste era “decorado” com umas imagens que pareciam ter saído do Winamp ou do Media Player.

Mas nada que se compare ao verdadeiro crítico da noite: o horroroso sistema de climatização do Marina Hall, que submeteu os presentes a um calor insuportável. Paredes suadas, chão ensopado, sensação de sauna: um martírio infernal que se repete em todos os shows agendados para o local, como o dos Pet Shop Boys, seis meses atrás, e sobre o qual ninguém faz nada. E não adianta, como fiz no começo do texto, botar a culpa disso em “This fire”. Pela quantidade de gente, a apresentação poderia ter sido no Nilson Nelson, com amplo estacionamento, boa circulação de ar e em uma localização muito mais central. Uma pena.

 

p.s.: alguém viu que tinha um goiano de kilt assistindo à apresentação? Certas coisas deveriam ficar restritas ao hemisfério norte…

(Eduardo Palandi – www.palandi.com)

 


Best of 2009 – cinema

Posted in listas, nonsense, relaxing times with tags , , on 29/12/2009 by coelhoraposo

a revista Artforum chamou algumas personalidades do mundo da arte para fazerem suas listas dos 10 melhores filmes de 2010. A melhor lista, pelo menos na versão online da revista, é a do queridíssimo (e bizarríssimo) John Waters. Mas o melhor mesmo foi seu comentário sobre Anticristo, do Lars Von Trier:

“If Ingmar Bergman had committed suicide, gone to hell, and come back to earth to direct an exploitation/art film for drive-ins, this is the movie he would have made”

Simplesmente A – N – T – O – L – Ó – G – I – C – O esse comentário.

midnight express

Posted in Genealogias de minhas paixões with tags , , on 03/12/2009 by coelhoraposo

pensei em mil coisas no dia de hoje
pensei em todos os dias em que estive contigo
pensei em todos os aniversários que passamos juntos
pensei no tempo que não deixa de ser tempo
imutável

hoje estou aqui, 13 horas distantes de ti
milhares de quilômetros nos separam
mas nada – absolutamente nada
pode me impedir de te dizer
feliz aniversário, meu amor!

Seja feliz,
tome posse do que é seu:
conquiste o mundo!

ps. não sou poeta, como sabes. Mas dane-se a métrica o que importa é o sentimento!

Senhores passageiros, bem vindos a Brasília!

Posted in relaxing times, vomitando idéias with tags , , , on 15/09/2009 by coelhoraposo

Após uma breve passagem pelo rio de Janeiro e por são paulo, ca estou novamente em terras candangas. Hoje, enquanto aguardava meu voo em Guarulhos, me bateu uma vontade enorme de mandar tudo a pqp e me mandar daqui de Brasília. Obviamente, que isso é uma idiotice, só um reflexo dos encontros, desencontros e prazeres que essas breves ferias me proporcionaram. Viver no Rio é, por milhões de motivos – dos mais óbvios aos mais íntimos; inviável. Cada viagem ao RJ comprova que lá é um lugar para “passar um dias”, morar jamais.
Já São Paulo… Ah, São Paulo… Eu adoro. Como disse minha prima Kadiana, colega de viagem, “São Paulo quase me faz lembrar Nova Iorque…” Diferentemente dela, nunca morei em NY, mas talvez seja um pouco isso: o cosmopolitismo da terra da garoa não existe em outro lugar do Brasil, quiçá da América Latina, afinal se trata de uma das 5 maiores cidades do mundo.
Mas o que mais me atrai em SP é o caos. Um caos organizado onde serviços básicos como transporte coletivo funcionam relativamente bem, os bares e restaurantes sempre te atendem bem (mesmo quando não te atendem bem), a programação cultural é sempre diversificada e para todos os gostos (e bolsos), você encontra bancas de DVD pirata com filmes cult etc, etc, etc, etc.
O papo tá parecendo de gente deslumbrada. E realmente é. Esse deslumbre que São Paulo me causa toda vez que de lá volto acaba se dissipando com a rotina e com a certeza que se lá morasse, a minha rotina paulistana seria igual a minha rotina candanga. Com mais estresse, poluição e glamour, é bem verdade.
O que interessa mesmo é que viajar é bom pra caceta. Encontrar amigos e família em momentos de completa descontração e sem nada pra fazer de obrigações rotineiras e, principalmente, em ambientes agradabilíssimos como RJ e SP é o que há!

Pronto, agora me sinto revigorado para voltar aos meus afazeres!

Nothing

Posted in musique non stop with tags , on 31/07/2009 by coelhoraposo

Nothing
To see
Nothing
To do
Nothing
Today
About me
I am not
Happy now
I am
Not sad
I am
Just
Nothing
Now
Looking
To the
empty space…

ouça aqui
Nothing (Walter Franco)
Walter Franco – Revolver(1975)

Bootie Brasilia: A Festa do Ano

Posted in musique non stop with tags , , on 11/07/2009 by coelhoraposo

Eu prefiro esperar mais seis meses para receber o meu diploma do que perder essa festa:

BootieBrasilia

BootieBrasilia_back

Quem quiser se divertir a valer e dançar até não aguentar mais, está super convidado!

Duas pequenas amostras do que esperar:

eu sou você que se vai no sumidouro do espelho…

Posted in musique non stop with tags , , , on 09/07/2009 by coelhoraposo

A ausência de posts por aqui se deve a um monte de coisas, mas a principal é falta de inspiração. Como hoje me deu vontade de colocar algo por aqui, pensei em Guinga. Afinal ele é o melhor compositor em atividade no Brasil. E quem diz isso não sou eu, mas sim o Chico Buarque.

Adoro Catavento e Girassol(Guinga/Aldir Blanc) com todas as minhas forças. Está entre os Top 5 da minha vida. Definitivamente. Maravilhoso. Deliciem-se!

ps. pra quem não conhece o Guinga ele não é a Leila Pinheiro (apesar de terem gostos em comum, se é que vocês me entendem), mas sim o violonista que está tocando com ela