Archive for the musique non stop Category

Lana who?

Posted in musique non stop, qualquer bobagem with tags , , , , on 19/07/2012 by coelhoraposo

“Não conhecia Lana (Del Rey), nunca tinha ouvido falar dela e não sabia se ela cantava realmente bem. Damon (Albarn, de Blur e Gorillaz) e Richard (Russel (presidente da gravadora XL Recordings) insistiram, dizendo que ela queria muito trabalhar comigo. No fim, quando a ouvi cantar, vi que ela era boa mesmo. Se não fosse, eles teriam que cancelar a participação dela e lidar com isso. Eu já trabalhei com Aretha Franklin, entende?”

Bobby Womack sobre a participação de Lana Del Rey em seu novo álbum, “The Bravest Man In The Universe”, em entrevista ao jornal O Globo, edição de hoje.

rock my world

Posted in canções fundamentais, estante, Genealogias de minhas paixões, homenagens, listas, musique non stop with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 14/07/2012 by coelhoraposo

Ontem foi o dia do rock, bebê! Mas me deu preguiça de postar algo sobre. Mas resolvi fazer uma listinha rápida dos maiores nomes de todos os tempos da história da humanidade de todas as galáxias do meu mundo. Por motivos óbvios (e também para caber mais gente), Beatles e Rolling Stones ficaram de fora. São hors-concours. Assim, escolhi os 20 nomes que representam o que eu considero como a créme de la créme e que sempre estão e estarão presentes nos meus cd-players, ipods, toca-discos e afins. Separei 10  bandas e 10 artistas fundamentais para sintetizar o que o rock signific pra mim. Ah, e em ordem alfabética, porque hierarquizá-los seria covardia, ok? Vamos lá!

  • Cream, porque com eles o rock virou gente grande. Agradeçam ao blues;
  • Deep Purple, porque fizeram o riff mais incrível de todos os tempos, o de “Smoke On The Water”, é claro.;
  • The Doors, porque elevou a beleza poética das letras do rock para níveis estratosféricos. Além de ter o maior band leader que uma banda poderia ter;
  • Os Mutantes, porque é a banda mais incrível já formada neste Brasilzão de meu deus;
  • Nick Cave And The Bad Seeds, porque quando você quer rimar amor com dor, misturar religião e morte e outros temas tão singelos quanto esses, você sabe a quem recorrer;
  • Pink Floyd, porque os caras inventaram o rock progressivo sem ficar chatos como o resto do rock progressivo. Além de capas de disco memoráveis;
  • Queens Of The Stone Age, porque um belo dia um tal Joshua Homme chutou a porta da casa do rock e disse: que merda é essa que você se tornou?? Vamos simplificar isso aqui e parar com frescura, porra!”
  • Roxy Music, porque rock também é estiloso, cool, glamouroso e tem o crooner mais charmoso de todos, Bryan Ferry;
  • Talking Heads, porque o rock também pode ser cabeça (não foi um trocadilho proposital, eu juro!);
  • The Who, porque é minha banda do coração e representa toda a revolta juvenil represada do pós-guerra.

E claro, temos aqueles que eram/são estrelas por si só:

  • Bob Dylan, porque… precisa mesmo explicar?
  • Chuck Berry, porque é fundamental reverenciar o pai, certo?
  • David Bowie, porque ninguém consegue se reinventar reinventando tudo ao seu redor como ele;
  • Frank Zappa, porque ele é o recordista de aparições na minha discoteca: aparece umas 50 vezes;
  • Janis Joplin, porque ela é A voz do rock and roll;
  • Jerry Lee Lewis, porque ele (e não o Elvis) deveria ser chamado de rei do rock;
  • Jimi Hendrix, porque ninguém explorou a guitarra elétrica como ele;
  • Johnny Cash, hello, he’s Johnny Cash!
  • Júlio Barroso, porque ele acabou com o marasmo progressivo ao trazer a new wave pro Brasil
  • Raul Seixas, porque ele representa o rock brasileiro como ninguém;
* * *
E como os Rolling Stones completaram 50 anos de carreira nesta semana que passou, um pouco de Stones como banda de apoio do ídolo-mor de Keith Richards (e de praticamente todo roqueiro que se preze), Muddy Waters:

flandres

Posted in itinerários, musique non stop, qualquer bobagem with tags , , , , on 11/07/2012 by coelhoraposo

No dia 04/08 desembarcarei na cidade de Lokeren, localizada na província belga de Flandres Oriental, para assistir a elegância de Bryan Ferry em ação no palco do Lokerse Feesten. Mas como “no amor a gente improvisa, mas a farra tem que ser organizada” – parafraseando célebre diálogo de Bye Bye Brasil; estava eu aqui organizando a logística ferroviária para chegar e sair do aguardado evento quando leio a seguinte frase na página do festival:

If you feel that the last train/bus back is much too early, you can spend the night in our night bar. With a bit of luck you will be able to enjoy a beautiful sunrise on the first train back.

Como bem disse Andréa, a querida embaixadora brasiliense em Bruxelas: hospitalidade belga = bar!!!!!

Tem como não amar?

15 dias

Posted in itinerários, musique non stop, pequenos grandes prazeres, vomitando palavras with tags , , , , , , , , , on 05/07/2012 by coelhoraposo

Há exatos 4 meses decidi que passaria minhas férias na Europa com direito a uma esticada até o Japão para visitar a Lisa.  Descarreguei um caminhão de milhas do Smiles e emiti meus bilhetes. Mas como comigo tudo é muito inconstante, logo veio o desânimo: depois de programada a viagem, bateu aquela sensação imperdoável e macunaímica do “ai, que preguiça…”

Mas o tempo foi passando e, devido às vicissitudes da vida, a volta ao mundo em 30 dias foi restringida ao velho continente europeu. (O projeto verão japonês talvez se transforme em projeto primaveril com direito a assistir o espetáculo do Hanami no ano que vem.)

Mas depois de um certo frio na barriga, finalmente fechei as datas, comprei as passagens internas e estou começando hoje a contagem regressiva para o verão: rever Paris, visitar amigos queridos do meu coração, conhecer lugares novos, procurar sebos de vinil, tomar uns bonsdrink, ver a crise de perto e, claro, como não podia deixar de ser, assistir a shows memoráveis

Quanto aos shows só digo o seguinte:

– Dia 04/08:

– Dia 10/08:

e

– Dia 11/08:

-Dia 12/08:

e o gran finale, dia 17/08:

astronauta de mármore (40 anos depois…)

Posted in canções fundamentais, homenagens, musique non stop with tags , , , on 06/06/2012 by coelhoraposo

No dia 06 de junho de 1972, ou seja, há exatos 40 anos, era lançado o seminal álbum “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars”, quinto álbum de estúdio do jovem David Bowie (25 anos e 5 álbuns nas costas, que tal?) que, enfim, o lançou ao estrelato.

Portanto, façam um favor a vocês mesmos e escutem este que é um dos melhores álbuns da inventiva carreira do camaleão Bowie.

(e claro, esqueçam a versão do Nenhum de Nós que dá título a este post)

… And Ziggy played guitar!

Sónar São Paulo

Posted in itinerários, musique non stop with tags , , , , , , , on 08/05/2012 by coelhoraposo

Nos próximos dias 11 e 12, acontecerá a primeira edição completa do Sónar no Brasil. O Festival Internacional de Música Avançada e New Media Art, que tem nome completo pomposo e sotaque catalão – já que sua origem está em Barcelona (onde ocorrerá sua décima-nona edição neste ano); desembarcará no Anhembi trazendo muita coisa bacana para ver, ouvir e sentir.

A estrela da primeira noite cancelou sua apresentação por motivos de saúde: Björk está com as cordas vocais inflamadas e deu um tempo na cantoria. Para o seu lugar, os incríveis senhores germânicos do Kraftwerk foram convocados. Ponto para a produção do festival que não deixou por menos e trocou uma estrela de primeira grandeza por quatro.

Mas como nem tudo são flores, estava eu tentando montar minha agendinha de shows para não ficar perdido entre tantas opções e cheguei a um dilema, um dilema que tem dia e horário para acontecer, a saber, sábado, 12 de maio, 22h: praticamente no mesmo horário, cada um dos três palcos do festival apresentará um show que promete ser fantástico.

No palco SonarClub, às 22h, Cee Lo Green, em projeto solo (ele é a voz do Gnarls Barkley) entra em ação com seu soul de roupagem pop-energizante.

Já no palco SonarVillage, no mesmo horário, o incensado Flying Lotus (o produtor tem dois de seus três álbuns com o selo “best new music” do portal Pitchfork.com), apresenta seu trabalho.

Por fim, no palco SonarHall, meia hora depois, o quinteto escocês Mogwai, traz seu rock experimental para abrilhantar o festival.

E agora, José?

Cee Lo Green em seu hit-chiclete:

Flying Lotus:

Mogwai e seu trip-rock:

tão especial quanto deveria ser

Posted in Genealogias de minhas paixões, homenagens, musique non stop with tags , , , on 20/04/2012 by coelhoraposo

Alguns artistas entram para o nosso panteão particular de heróis com estardalhaço, arrombando a porta. Outros chegam de mansinho e logo estabelecem morada. Mas existem alguns que parecem já ter seu lugar cativo desde sempre. Robert Allen Zimmerman se encaixa nesta última categoria.

Seu álbum Desire (1976), foi um dos álbuns que mudaram o meu mundo. Mas desde sempre o nome Bob Dylan representou algo a mais do que um artista que gosto de escutar: é alguém que eu preciso escutar de tempos em tempos. A riqueza de sua poesia, sua importância incomensurável para a história da música pop mundial, sua vida conturbada, seus erros, seus acertos, a gaita inconfundível, sua capacidade quase inesgotável de se reinventar (capacidade essa somente comparável a outro membro do meu panteão, o camaleão David Bowie)… Enfim, tudo isso fez – e continua fazendo – com que ele seja presença constante em meus ouvidos, no meu coração e na minha alma.

Tudo isso, somado ao fato de ter esperado 14 anos para ter a chance de vê-lo e ouvi-lo de perto, ao vivo e a cores, fez com que o dia 17 de abril de 2012 tenha sido um dos dias mais felizes de minha vida.

Não sou crítico musical, não sei avaliar se a apresentação de Bob Dylan em Brasília foi um grande show. Eu sei que muitos reclamaram da qualidade do som no Ginásio Nilson Nelson, do preço dos ingressos, da falta de interação com o público, da falta de hits… Não entrarei nesta discussão pelo simples fato de que ela não se impõe para mim. Pra mim, sua apresentação não foi menos do que mágica.

Sua voz – que tantos reclamam; era a sua voz. Isso bastava. Estava ouvindo Bob fuckin’ Dylan cantando músicas que me tocaram, tocam e continuarão tocando fundo na minha alma. Aquela voz cansada, quebrada e consumida pelo tempo, era a voz da urgência, da necessidade de cantar. São 52 anos de estrada – e uma estrada tortuosa. Aquela voz representa tudo isso.

Ao sair do show, ainda em estado de êxtase, recebo uma mensagem da minha queridíssima amiga Erica – companheira de tantas coisas nesta vida, com quem compartilho boa parte dos heróis do meu panteão; perguntando: “E aí? Foi tão especial quanto deveria ser?” A pergunta resumia tudo aquilo que sentia porque o show de Dylan tinha que ser especial. E foi.

Realmente tão especial quanto deveria ser.

Obrigado por tudo, Mr. Zimmerman!