cinzas

A “Marcha da Quarta-Feira de Cinzas”, canção composta por Carlos Lyra e Vinícius de Moraes, situa-se na zona de transição entre o “o amor, o sorriso e a flor” da bossa nova e a urgência e a melancolia das canções de protesto. Composta pouco antes do golpe de 1964, ela fala do fim de festa, da tristeza que o fim do carnaval gera: o estado de euforia que logo se transforma nas cinzas do dia-a-dia.

Não foi à toa que esta foi a canção escolhida para abrir o primeiro álbum de Nara Leão, lançado logo após o golpe de 1964. Assim, a canção passou a ser utilizada como metáfora para o período de cinzas e tristeza que se instalara com a ditadura militar.

Mas era preciso cantar, era preciso cantar e alegrar a cidade…

* * *

Mas esta postagem em nada tem a ver com o carnaval ou com a ditadura militar. Esta postagem tem a ver com a canção de Carlinhos Lyra e Vinícius – especificamente a versão abaixo que está em O Poeta e O Violão (1975), de Toquinho e Vinícius; tem a ver com o turbilhão de sensações que toma o meu corpo e povoa minha memória ao escutá-la: amores do passado, amores do presente, alegrias, decepções, esperança e… vida.

E por falar em vida, vida que segue, afinal é preciso cantar. Sempre.

Bom carnaval e tod@s!

Uma resposta to “cinzas”

  1. A vida segue e ainda vai trazer muitos e muitos carnavais. 🙂

    E cadê você nesse ricifi?!

    =****

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