Steven Paul Jobs (1955 – 2011)

“Good artists create… Great artists steal”

Leonardo Da Vinci

Pensei em falar do meu primeiro contato com um Macintosh em 1994. Pensei em falar no meu iMac que me acompanhou durante uns 5 anos (sem nunca ter me dado problemas, que fique claro). Pensei em falar da minha “quase LER” adquirida devido ao vício do iPhone. Pensei em falar da revolução do iTunes e do iPod, fundamentais na consolidação da música digital como o formato mais importante do consumo de música. Pensei em falar das inovações do mundo da animação gráfica… Mas não, o foco é outro. Tem que ser outro.

Não esqueçamos de uma coisa: Steve Jobs era um empresário. Ele poderia se achar um mestre zen-budista, um guru. Mas não era. Era um líder corporativo que mudou o mundo ao inverter a lógica de lançamento de produtos, impondo ao mercado seus conceitos e não vice-versa. A genialidade de Jobs mora na sua persistência, na sua obsessão em individualizar o aceso à tecnologia e, principalmente, em perceber antes de muitos o rumo em que a sociedade global do final do século XX, a sociedade em rede a que se refere o Castells, estava tomando. O outro visionário que tem essa capacidade se chama Bill Gates e, não é à toa, que ambos podem ser considerados as duas faces da mesma moeda, o Yin e Yang  do mundo da informática.

Por isso que, em vez de ficarmos procurando respostas filosóficas sobre sua importância, temos que analisar sem paixão seu legado. Devemos focar na trajetória de um cara que monta uma indústria de computadores com o amigo Steve Wozniak na garagem de casa, inventa o computador pessoal com interface gráfica, é escorraçado da empresa que criou, retorna 12 anos depois encontrando sua ex-empresa à beira da falência e a deixa 12 anos depois como a empresa mais valiosa do mundo. É essa trajetória que permite dizer que ele foi um dos maiores gênios da contemporaneidade. Um gênio do mundo corporativo que ousou querer mudar o mundo. E mudou.

*  *  *

Apesar de um tanto quanto “chapa-branca”, o tele-filme “Piratas do Vale do Silício” (Pirates of Silicon Valley, 1999) tem o grande mérito de, além de apresentar a rivalidade Jobs/Gates de maneira bem didática (simplória às vezes), mostrar um Steve Jobs humano e repleto de defeitos. Defeitos esses que foram fundamentais para constituir sua personalidade contraditória e genial.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: