frito com banana

Semana passada acabou a porção que tinha de frito – uma espécie de paçoca de carne – que aprendi a gostar recentemente e que uma amiga me presenteou. Aquela combinação de farinha, carne seca e banana amassada me transportou imediatamente para os dias que passei no Recife. E com essas lembranças, veio também uma série de sensações, sentimentos e experiências que vivi por lá. Carnaval, amigos, música e diversão se misturando às minhas angústias, frustrações e buracos da alma.

Minha vida se baseia num constante movimento pendular entre a euforia e a melancolia. Entre o doce e o salgado. Tenho por hábito – um péssimo hábito, percebam – viver na fantasia. Na realidade, vivo de fantasia e acho que em certa medida, todos nós vivemos um pouco assim. E o que é mais doloroso é ter consciência de que isso não é saudável, não alimenta a alma: ao contrário, esse tipo de fantasia a corrói, transformando-nos escravos de um sentimento que nem sempre sabemos definir. Razão e emoção raramente andam juntas quando falamos de afeto. O problema é que quase nunca deixo a razão controlar todo o resto.

Com o fim da porção de frito, acabou também minha energia para continuar alimentando fantasias. O problema é que simplesmente ainda não consigo viver sem esta fantasia. Esta fantasia de estar com você.

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