Yes, We Kill (ou O Homem Que Matou O Facínora?)

Muito já foi dito sobre a morte de Osama bin Laden. E o que foi dito não disse nada de novo sob o sol. Mesmo assim compartilho algumas observações de minha genitora sobre o caso.

O Sentimento Certo II – Bin Laden

‘Mataram o Bin Laden!’ A notícia cai como uma última bomba jogada por ele, em nossas emoções. Minha primeira reação foi de surpresa e ‘pena’, para mais adiante dar lugar ao sentimento de alívio ‘politicamente correto’ diante do terrorismo. Mas será isso mesmo? Será que cabe num lugar mais sadio e profundo de nós mesmos a alegria pelo assassinato de alguém? Será que ainda somos capazes de sentimentos isentos do poder da mídia e dos que detêm o poder de pensar ‘corretamente’ por nós, sem que nos sintamos estranhamente diferentes? Parece-me cada dia mais dificil o discernimento ‘das realidades’ do cotidiano informativo e nossas crenças mais sinceras. Já disse por aqui algumas vezes, e nunca será demais repetir, que somente o olhar para Jesus pode nos manter no caminho certo da ‘realidade’ escolhida por nós, caso contrário, o que significa ‘não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem’ ? O que significa ofertar a outra face ? E quanto a amar o inimigo? O Pai Nosso é só para nós ou é para todos? Como fica a Graça de Jesus diante dos noticiários? Talvez a gente vá guardando todos esses belos desafios para os encontros dominicais emocionados em momentos íntimos com o Criador, enquanto o coração corre solto por entre as fogueiras da Inquisiçao que a mídia pensante nos propõe, ao longo da semana. Lembro-me de quando mataram o Saddam Hussein e do absurdo, diria mesmo, do grotesco – acho hoje mais do que na época – que foi divulgarem as imagens do enforcamento. Licença para matar… e se divertir. Lamentavelmente essas coisas sempre revelam o pior de nós que fica à espreita em vinganças justificadas, ou legitimadas pela busca da paz. Sim, mataram o Bin Laden e comemoram a vitória de pelo menos uma batalha contra o terrorismo; mas o que a realidade também nos diz é que a violência gera mais violência – e ela certamente não nasceu e nem será sepultada com Bin Laden e, ironicamente, costuma se alimentar de mártires. Concluo mais essa matutagem dizendo que acho tudo isso muito complicado; a facilidade com que a gente se contamina com tudo é muito grande, e a possibilidade de abraçar causas que não são nossas, outro fato. Assim, peçamos sempre que Jesus se imponha em nossos corações com a Sua verdade e deixemos as ‘glórias’ dos césares para os césares – a morte de Osama para Obama, que entra agora para a história como ‘O Homem que matou o Facínora’ versão 2011, é claro. E que Deus nos proteja – é claro, e sempre!
Amém.

2 Respostas to “Yes, We Kill (ou O Homem Que Matou O Facínora?)”

  1. artemis Says:

    Nossa! quanta honra ver meu simplório e crente texto publicado em seu popblog apresentado pelas finas truffas de Truffaut. O texto foi sem algumas revisões, mas tudo bem; meu contentamento foi maior que minha vaidade. I will survive!
    By the way, aproveitei para surrupiar a imagem de César, digo, Obama para dar um ‘tempero’ a mais na simplicidade evangélica da minha maatutagem.

    Ó, isso já conta como presente do dia das Mães, viu?
    🙂

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