(vazio)

Postado em Uncategorized em 29/07/2009 por coelhoraposo

as coisas estão meio abandonadas por aqui. mas nada mais é do que reflexo do vazio que me preenche no momento. Assim que o ânimo retornar, este espaço voltará a ser alimentado com desabafos, comentários e compartilhamento de alegrias e tristezas…

Bootie Brasilia: A Festa do Ano

Postado em musique non stop com as tags , , em 11/07/2009 por coelhoraposo

Eu prefiro esperar mais seis meses para receber o meu diploma do que perder essa festa:

BootieBrasilia

BootieBrasilia_back

Quem quiser se divertir a valer e dançar até não aguentar mais, está super convidado!

Duas pequenas amostras do que esperar:

eu sou você que se vai no sumidouro do espelho…

Postado em musique non stop com as tags , , , em 09/07/2009 por coelhoraposo

A ausência de posts por aqui se deve a um monte de coisas, mas a principal é falta de inspiração. Como hoje me deu vontade de colocar algo por aqui, pensei em Guinga. Afinal ele é o melhor compositor em atividade no Brasil. E quem diz isso não sou eu, mas sim o Chico Buarque.

Adoro Catavento e Girassol(Guinga/Aldir Blanc) com todas as minhas forças. Está entre os Top 5 da minha vida. Definitivamente. Maravilhoso. Deliciem-se!

ps. pra quem não conhece o Guinga ele não é a Leila Pinheiro (apesar de terem gostos em comum, se é que vocês me entendem), mas sim o violonista que está tocando com ela

Tem que acontecer (Sérgio Sampaio)

Postado em musique non stop com as tags , , em 02/07/2009 por coelhoraposo


Não fui eu nem Deus não foi você nem foi ninguém
Tudo o que se ganha nessa vida é pra perder
Tem que acontecer
Tem que ser assim
Nada permanece inalterado até o fim
Se ninguém tem culpa não se tem condenação
Se o que ficou do grande amor é solidão
Se um vai perder outro vai ganhar
É assim que eu vejo a vida e ninguém vai mudar

Eu daria tudo
Pra não ver você cansada
Pra não ver você calada
Pra não ver você chateada
Cara de desesperada
Mas não posso fazer nada
Não sou Deus nem sou Senhor

Eu daria tudo
Pra não ver você chumbada
Pra não ver você baleada
Pra não ver você arreada
A mulher abandonada
Mas não posso fazer nada
Eu sou um compositor popular

Ouça aqui a versão de Zeca Baleiro

Quem puxa aos seus não regenera – parte II

Postado em vomitando palavras com as tags em 02/07/2009 por coelhoraposo

Ao som de Nick Cave


Certas coisas são altamente cíclicas em minha vida. Relações que vão e vêm, pioram e melhoram. Certas conclusões ficam mais cristalinas com o tempo. Mas meu estoque de paciência para algumas dessas relações parece que não tem renovação. Está no fim. Cansei desse puxa-e-encolhe, desse morde-e-assopra que se tornou parte da minha vida.

Obviamente que isso não é nenhuma novidade (vide a parte I, no finado blog). O problema é que não sofro mais com isso como antes sofria: simplesmente não tenho mais paciência. Cansei de ser tábua de salvação para alguns. Cansei de procurar tábuas de salvação para mim. Gente carente é um saco, principalmente quando são as únicas responsáveis por suas escolhas, que não cabem a mim julgar. Mas também não cabem a elas imporem essas decisões sobre mim. Cada um escolhe seu caminho à sua maneira e assumindo o que fazem. Jogar nos outros a responsabilidade pelos nossos fracassos pessoais é de uma vileza, de uma covardia que me revolta. Porra! Tem gente que definitivamente não se manca mesmo!

Se sou, como disse no post de mais de um ano atrás, “um arremedo de fracassos que precedem a minha existência. Pai, mãe, família, amores, amigos, sonhos não concretizados…”, tenho mais é que me levantar e fazer as coisas acontecerem pra mim. E assumir as consequências por essas escolhas, se for quebrar a cara, que eu quebre. E não me venham mais encher o saco querendo dar pitaco na minha vida, principalmente quando estão longe de ser modelo de qualquer coisa.

Mesmo que quem puxe aos seus não regenere, como afirmei lá atrás, isso não impede que não se procure caminhos alternativos aos de viver sentindo pena de si mesmo. E isso não quero mais pra minha vida. Nunca mais.

“só duas coisas têm valor na vida, comida e bebida”: encontro ao acaso com Wisnik

Postado em Genealogias de minhas paixões com as tags , , , em 30/06/2009 por coelhoraposo

Confesso que não tenho a menor idéia de como eu cheguei até José Miguel Wisnik. Provavelmente tenha comprado seu disco São Paulo Rio(2000) às escuras (mas lembro que comprei nos idos de 2002 na Americanas.com ou submarino, sei lá). Mas é muito legal essas surpresas que a vida nos guarda. Foi amor à primeira audição. A voz suave, as letras bem construídas, os arranjos incríveis, as participações especiais (Arnaldo Antunes, Elza Soares, Jussara Silveira. Isso sem contar com uma cozinha que traz a créme de la créme).  Esse disco me abriu as portas para a sua obra: descobri seu maravilhoso livro O Som e O Sentido(1999 – 2a. edição) ( um livro para músicos e para curiosos que só tocam o bife ao piano), o fenomenal e intimista disco posterior Pérolas aos Poucos(2003), o disco de estréia, José Miguel Wisnik(1992), que não é uma obra-prima como seus irmãos mais velhos mas é muito bacana (e como sempre tem Bocato no trombone, adoro!) e mais recentemente lançou o ainda não lido Veneno Remédi(2008), em que ele fala sobre um tema sempre relegado às páginas de esporte e tratado como assunto menor: o futebol.

Para quem não conhece, ouça aqui uma provinha, na voz de Lady Elza Soares

Comida e Bebida

(Zé Miguel Wisnik/Zé Celso Martinez Correa)

Só duas coisas têm valor na vida:

comida e bebida

comida e bebida

comida é terra

deusa terra

dê-me terra

tua velha conhecida

que você chama

pelo nome que te apraz

pois com comida sólida

ela dá de mamar

ela dá de mamar

ela dá de mamar

aos mortais


agora soma para multiplicar bebida

que o filho de sêmele trouxe divino

do fruto molhado da vinha

embebedando os mortais

e liquidando os seus ais

trazendo o sonho o apagamento

dos endividamentos de cada dia


um deus que aos deuses se dá

um deus que se põe ao dispor

não há melhor drogaria pra dor

a ele que se deve o que se dá e se recebe

o bem que se tem e que se detém

um messias que se bebe

(letra baseada num fragmento de As Bacantes de Eurípedes, traduzido por Zé Celso, Marcelo Drummond, Catherine Hirsche e Denise Assunção)


Pensando bem, acho que o que me levou até Wisnik foram as trilhas sonoras (tem hífen?) dos espetáculos do Grupo Corpo, mais especificamente a de Parabelo(1997) escrita em parceria com Tom Zé. Mas de qualquer maneira, a vida me guardou essa surpresa. Isso é o que importa.

ps. isso era para ser um post sobre os excessos e os bons ares que sopraram nesse fim de semana em minha vida, mas isso fica pra depois.

cenas dos próximos capítulos

Postado em listas, vomitando idéias com as tags , em 28/06/2009 por coelhoraposo

fiquei tão extenuado esses últimos dias terminando o arremedo de monografia que entreguei sexta, que não tenho tido a concentração necessária para escrever decentemente aqui. (talvez por isso o twitter continue sendo atualizado, não precisamos pensar nem um pouquinho para escrever qualquer coisa por lá)

possíveis próximos temas:

  • “ps3 está chegando: sublimemos a falta de carícias e chamegos matando zumbis”
  • “vou finalmente ler nick hornby advinhem com que livro vou começar?”
  • “considerações sobre os últimos movimentos no meu last.fm
  • “ampliando rede de relacionamentos: o frio na barriga is back? Hell yeah!”
  • “sincronicidade ou ‘transimento de pensação’ “
  • e obviamente, “michael jackson”

Que alguém venha a me cobrar depois pelas postagens porque só funciono sob pressão.

lembranças da agenda da soma(terapia) #1

Postado em relaxing times com as tags , em 24/06/2009 por coelhoraposo

Ninguém me ama
Ninguém me quer
Ninguém me chama
de Baudelaire


(Antônio Maria, lá pelos idos década de 50, parodiando os versos mais famosos de sua própria canção Ninguém Me Ama, muito famosa na voz de Maysa)

gritando!!!

Postado em Uncategorized com as tags em 18/06/2009 por coelhoraposo

Eu quero gritar!!!!!!!!!!!!!! Ô diazinho esse de hoje.

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AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAhhhhhhhhhhhhhh!

“agora deito, olho pro teto, penso na paz”

Postado em musique non stop com as tags , , , em 17/06/2009 por coelhoraposo

A obra de João Donato, desde o começo de sua carreira no início dos anos 60, pode ser chamada de variações sobre o mesmo tema: melodias simples, piano gingado e o jeito desligado dele de ser (que os anos de muuuuuito roquenrou somente potencializaram). E ele é genial por isso mesmo: sem frescura fazendo música para se sentir e ponto final.

Deixei de recado (que você pode ouvir aqui) é a canção que encerra um dos melhores discos já produzidos no Brasil, a obra-prima de João Donato Lugar Comum (1975) – que prometo disponibilizar em breve. Com letra de Gilberto Gil que casa perfeitamente com a música, a canção é uma delícia.

Com ele completa-se a santíssima trindade dos Joãos da música brasileira: João Gilberto, Johnny Alf e João Donato

falei do tempo
falei do fogo
falei da dor
agora calo
calço o chinelo
reparo a flor

batuqueiro, ê
bate o couro, ê
bate, bate com paixão
com paixão por sim
com paixão por não
bate, bate, coração

andei correndo
andei sofrendo
andei demais
agora deito
olho pro teto
penso na paz

batuqueiro, ê
bate o couro,ê
bate, bate com paixão
com paixão por sim
com paixão por não
bate, bate, coração

passei da conta
passei da porta
passei por lá
deixei recado
voltei cansado
vou descansar

Deixei Recado (João Donato/Gilberto Gil)

João Donato – Lugar Comum (1975)