atualizando a discoteca
Sim, eu sou daqueles que ainda compram discos, não somente vinis mas cd’s também. Ir a uma loja para comprar discos é algo cada vez mais raro num mundo internético onde tudo está disponível para baixar, ouvir etc e tal. Podem tirar qualquer tipo de conclusão disso, mas gosto da posse e, em muitos casos, compro como uma forma de estimular e apoiar meus artistas preferidos que, em sua maioria, são independentes e têm na mídia física uma maneira de divulgação e, obviamente, de renda.
Outra paixão que tenho é a pechincha. Durante anos fui um rato de sebo e um garimpador quase profissional nas cestas de promoção de cd’s dos carrefour e das lojas americanas da vida. Foi assim, por exemplo, que comprei toda a discografia (até àquela época) de Nick Cave And The Bad Seeds a R$ 4,90 cada exemplar no Carrefour. Ou então, o fantástico Itamar Assumpção Canta Ataulfo Alves, creio que na mesma compra do Nick Cave (e pelo mesmo preço) – responsável por me apresentar o gênio no Nego Dito. Já gastei uma pequena fortuna em vinis na Musical Center, Sebo do Messias, Pindorama e, claro, na meca da discofilia nacional: a Baratos Afins.
Nos últimos anos tal prazer se arrefeceu devido a uma série de fatores, mas o primordial foi o de não ter onde guardá-los e me dói o coração toda vez que lembro que boa parte dos meus discos estão mal acondicionados em um depósito em Manaus enquanto não consigo resgatá-los e trazê-los para Brasília… Porém contudo todavia, nos último ano fiz quatro compras de atacado que merecem destaque: uns 40 (com coisa muito boa e algumas nem tanto) de uma loja que havia fechado as portas, a coleção magnífica do SESC de música brasileira , meus preciosos vinis e a coleção de jazz adquiridos recentemente no Canadá e os 18 títulos que comprei do gente fina André Panizza, amigo do amigo Palandi, que compartilha comigo dessa paixão pela compra de música em mídia física.
Nada como um monte de música boa para acompanhar uma fase de mudanças…
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os mimos:
- Abattoir Blues/Lyre of Orpheus, Nick Cave And The Bad Seeds;
- At Isle of Wight 1970, Leonard Cohen;
- Daydream Nation e Ratter ripped, Sonic Youth;
- Demolished toughts, Thurston Moore;
- Era Vulgaris, Lullabies To Paralyze, Rated R e Songs For The Deaf, Queens Of The Stone Age;
- Extraordinary Machine, When the Pawn Hits the Conflicts He Thinks Like a King… e Tidal, Fiona Apple;
- Witching Hour e Light and magic, Ladytron;
- Psychocandy, Jesus and Mary Chain;
- Suede, Suede e;
- Teenager Of The Year, Frank Black.
NOTA: Segundo Panizza, o créme de la créme desses discos atende pelo nome de “Teenager Of The Year”, do vocalista do Pixies. Se é o melhor eu não sei, mas ao escutá-lo no carro enquanto enfrentava o trânsito da EPTG, tive a certeza de que fiz uma ótima aquisição.

06/12/2011 às 11:32
o meu favorito da fiona apple é o “when the pawn…”. 10 músicas maravilhosas. todas.