Post Scriptum – II

Posted in nonsense com as tags on 15/09/2009 by coelhoraposo

Falando em São Paulo…

AC/DC, dia 27 de novembro no estádio do Morumbi. Ingressos à venda a partir de 21 de setembro

Alguém topa?

Post Scriptum – I

Posted in nonsense com as tags on 15/09/2009 by coelhoraposo

Falando em Rio de Janeiro…

Flamengo x São Paulo, dia 10 de outubro no Maracanã

alguém anima?

Senhores passageiros, bem vindos a Brasília!

Posted in relaxing times, vomitando idéias com as tags , , , on 15/09/2009 by coelhoraposo

Após uma breve passagem pelo Rio de Janeiro e por São Paulo, cá estou novamente em terras candangas. Ontem, enquanto aguardava meu voo em Guarulhos, me bateu uma vontade enorme de mandar tudo a p.q.p. e me mandar daqui de Brasília. Obviamente, que isso é uma idiotice, só um reflexo dos encontros, desencontros e prazeres que essas breves férias me proporcionaram. Viver no Rio é, por milhões de motivos – dos mais óbvios aos mais íntimos; inviável. Cada viagem ao RJ comprova que lá é um lugar para “passar um dias”, morar jamais.
Já São Paulo… Ah, São Paulo… Eu adoro. Como disse minha prima Kadiana, minha colega de viagem, “São Paulo quase me faz lembrar Nova Iorque…” Diferentemente dela, nunca morei em NY, mas talvez seja um pouco isso: o cosmopolitismo da terra da garoa não existe em outro lugar do Brasil, quiçá da América Latina, afinal se trata de uma das 5 maiores cidades do mundo.
Mas o que mais me atrai em SP é o caos. Um caos organizado onde serviços básicos como transporte coletivo funcionam relativamente bem, os bares e restaurantes sempre te atendem bem (mesmo quando não te atendem bem), a programação cultural é sempre diversificada e para todos os gostos (e bolsos), você encontra bancas de DVD pirata com filmes cult etc, etc, etc, etc.
O papo tá parecendo de gente deslumbrada. E realmente é. Esse deslumbre que São Paulo me causa toda vez que de lá volto acaba se dissipando com a rotina e com a certeza que se lá morasse, a minha rotina paulistana seria igual a minha rotina candanga. Só que com mais estresse, poluição e glamour, é bem verdade.
O que interessa mesmo é que viajar é bom pra caceta. Encontrar amigos e família em momentos de completa descontração e sem nada pra fazer de obrigações rotineiras e, principalmente, em ambientes agradabilíssimos como RJ e SP é o que há!

Pronto, agora me sinto revigorado para voltar aos meus afazeres! Let’s start all over again…

Freud explica?

Posted in Genealogias de minhas paixões com as tags , , , on 06/09/2009 by coelhoraposo

Não tenho o costume de lembrar dos meus sonhos, muito menos de voltar a dormir e retomar o sonho de onde ele parou, tal qual uma pausa no vídeo… Mas certas coisas são mais fortes, são mais vivas do que parecem. Nosso inconsciente é um oceano pacífico de possibilidades, alternativas e nos apresenta sempre uma infinidade de caminhos possíveis em nossas vidas.
Nossos medos mais recônditos, nossos desejos mais latentes… Tudo se mistura numa confusão de sensações que podem nos elevar às alturas ou nos empurrar para as profundezas da depressão. Pelo menos é assim que funciona comigo.

Neste caso estou nas nuvens! =)

…sonhei que o fogo gelou
sonhei que a neve fervia
e por o sonhar o impossível, acho
sonhei que tu me querias…

Outros Sonhos (Chico Buarque) – clique para ouvir

Ser feliz é bem possível…

Posted in Genealogias de minhas paixões, musique non stop com as tags , , on 04/09/2009 by coelhoraposo

ataulfoitamar

Pensei em falar do Grupo Corpo, pensei em falar do pré-sal, pensei em falar de Chet Baker, pensei em falar do cartão C&A, acabei não falando de nada. É assim que minha mente funciona atualmente: falta foco, falta um desejo de transformar em palavras bem concatenadas o que sinto, o que vejo, o que penso.Enfim, chego sempre à mesma conclusão: outros já disseram o que penso, o que sinto, o que vejo melhor que eu.
E por falar nisso, não há a menor dúvida de que Itamar Assumpção é/foi um destes que melhor sintetizaram meus sentimentos, meus pensamentos… Ataulfo Alves era assim, falava com uma simplicidade inigualável o que há de mais complexo na alma humana. Não é à toa que Itamar gravou um disco em homenagem a Ataulfo: ambos falavam, a seu modo, das mesmas coisas. A rotina da vida a dois, as agruras do trabalho, o desejo de ascenção social… tudo isso está presente na obra de ambos. E o melhor: de uma maneira simples e direta. Ataulfo, à sua maneira, revolucionou o samba. A Itamar coube revolucionar o que se convencionou chamar de MPB, pena que poucos perceberam isso. Ataulfo foi-se celebrado, o nego-dito foi-se quase esquecido…

Evoé, Ataulfo Alves e seu centenário! (1909 – 2009)

Evoé, Itamar Assumpção e seus sessenta anos de nascimento! (1949 – 2009)

Minha singela  homenagem:

“Laranja Madura”, um clássico fundamental de Ataulfo Alves no arranjo soul de Itamar com participação de outro maldito – Jards Macalé; recriando o clássico samba-canção da música brasileira.

Laranja Madura (Ataulfo Alves)

Ouça aqui!

Você diz que me dá casa e comida
Boa vida e dinheiro pra gastar
O que é que há, minha gente o que é que há
Tanta bondade que me faz desconfiar
Laranja madura na beira da estrada
Tá bichada Zé ou tem marimbondo no pé

Santo que vê muita esmola na sua sacola
Desconfia e não faz milagres não
Gosto de Maria Rosa mas quem me dá prosa é Rosa Maria
Vejam só que confusão

Laranja madura na beira da estrada
Tá bichada Zé ou tem marimbondo no pé

“Sutil”, uma das mais belas canções de Itamar Assumpção, na voz da melhor cantora em atividade no Brasil, a divina Ná Ozzetti.

Sutil (Itamar Assumpção)

Ouça aqui!

Sendo fim também és
Tu és meio e começo
Sim e não, norte e sul
Direito avesso
Você me seduziu desde o inicio
Sendo assim porém fica mais difícil

É muita luz pra pouco túnel
É muita areia para o meu caminhãozinho
Meu bem eu morro de ciúmes até do sol
Que bronzeia você com carinho
Algo me diz pra ser sutil
Não faço idéia mas me resta um caminho
Pedir socorro teu perfume é fatal
Quanto as patas de um felino

Pode parecer incrível
Me deu na telha te dar meu coraçãozinho
Além de entregar meu telefone e o ramal
Ligues rapidinho

Ser feliz é bem possível
A lua cheia me reduz a pedacinhos
Eu viro prata, viro loba
Eu viro viro vampira
Viro menina

agosto/1954 – agosto/2009

Posted in vomitando palavras com as tags , on 24/08/2009 by coelhoraposo

vargas

Exatamente há 55 anos, Getúlio Dornelles Vargas saía da vida para entrar para a História. Com um tiro no peito o presidente da República sucumbiu às pressões intermináveis que emparedavam seu governo e a sua liderança. O começo do fim se deu com a tentativa tresloucada do chefe da guarda pessoal de Getúlio, Gregório Fortunato, de dar cabo do maior desafeto do chefe, o jornalista Carlos Lacerda. Ao menos essa é a versão oficial.

Hoje, o Anjo Negro, como era conhecido, é visto como alguém que, com sua fidelidade canina, assumiu a responsabilidade em nome dos reais mandantes do atentado na rua Toneleros que matou o major da Aeronáutica Rubens Vaz e feriu o líder da União Democrática Nacional, principal partido de oposição a Vargas. Entre os reais mandantes, estavam os “aloprados” da época: o empresário Euvaldo Lodi, o ex-ministro do Trabalho Danton Coelho, o irmão e o filho de Getúlio, Beijo e Lutero Vargas, entre outras figuras proeminentes da república.

No fundo, não importa saber se Getúlio sabia ou não da tentativa de eliminar seu mais acirrado opositor ou então se foi realmente Gregório o mandante. O que importa é perceber que, em uma época onde a palavra empenhada valia mais do que o papel, ideais eram fortes como rochas e palavras como “irreversível” significavam irreversível a única saída honrosa era a renúncia ou, mais tragicamente, o suicídio ritual, o seppuku dos japoneses. Naquele momento não havia outro caminho para um estadista como Getúlio Vargas: suicidava-se tornando-se parte central da história ou se entregava a vala comum das lideranças sem fibra.

Não pretendo aqui defender que Sarneys, Renans, Dirceus (entre tantos outros que se apegam ao poder para dele sugar ao máximo toda energia positiva que de lá possa emanar) cometam atos radicais como o de Vargas – até porque a História não lhes reserva espaço algum; mas uma renúncia, um mea culpa, uma simples revisão em suas consciências poderia ao menos diminuir a sensação correta  de impotência e de impunidade que assola o país. Enquanto uma reforma política séria não seja colocada em pauta, o presidente de plantão vai sempre ter que governar refém desse sistema caquético que mantém múmias no poder. Até porque quando surgem lideranças que poderiam tomar para si essa responsabilidade de capitanear todo esse processo, elas se omitem, se escondem atrás do desconhecimento do que ocorria na sala ao lado ou então atrás de níveis recordes de aprovação que escondem práticas rasteiras como a institucionalização da compra de votos travestida de “transferência de renda”.

Enfim, entre um caudilho “pai dos pobres” ou um sindicalista “pai dos coronéis”, não opto por nenhum. Mas é inegável que o mérito do primeiro, o de assumir a responsabilidade por seus atos ou pelos de seus subordinados até as últimas consequências, está longe de estar presente no segundo. Nesse aspecto o suicídio de Vargas ainda tem muito a ensinar a toda a sociedade brasileira. Ser popular é uma coisa, ser líder… Bem ser líder é outra história.

Cê tá pensando que eu sou lóki, bicho?

Posted in Genealogias de minhas paixões, musique non stop com as tags , , on 18/08/2009 by coelhoraposo

img_esquerda

Acabo de chegar do Teatro do Bancários onde finalmente assisti Loki – Arnaldo Baptista. Quando passou em Brasília no fim de junho, não fui porque tinha a famigerada monografia me consumindo as tripas. Quando me libertei, tinha saído de cartaz. A projeção foi muito ruim: áudio sem sincronia e mal distribuído nos alto-falantes, a imagem bem ruinzinha, não tinha pipoqueiro na frente do teatro (cheguei ávido por um saco de pipoca para esbaldar)…

Mas apesar de tudo isso, adorei. E adorei porque adoro Arnaldo. O documentário tem o mérito de ser um homenagem há muito tempo devida a um dos maiores nomes da música brasileira. Alguns depoimentos são muito interessantes (o tapa de luva de pelica que o irmão Sérgio dá em Rita Lee é  um deles), outros nem tanto. Mas o principal é que, apesar do tom de exaltação a figura de Arnaldo presente em todo o filme, ele é apresentado no que tem de melhor: a sua visceralidade, seus sofrimentos, sua volta por cima e sua busca pela felicidade e pela paz de espírito.

Filme emocionante. Triste mas que nos mostra o quanto é fácil ser feliz. Talvez de tão fácil não acreditemos ser possível, o que nos leva a tortuosos caminhos que só fazem nos afastar da felicidade fazendo com que nunca a encontremos.  Se ser normal é não perceber o quanto a vida é simples, Arnaldo abraçou a loucura e fez dela arte. E é nessa loucura que reside a sabedoria de Arnaldo, como fala Tom Zé no início do filme, uma sabedoria que incomoda porque brota das profundezas da alma. Sabedoria que brota da loucura de simplesmente viver.

“Mas louco é quem me diz e não é feliz, eu sou feliz”

Nothing

Posted in musique non stop com as tags , on 31/07/2009 by coelhoraposo

Nothing
To see
Nothing
To do
Nothing
Today
About me
I am not
Happy now
I am
Not sad
I am
Just
Nothing
Now
Looking
To the
empty space…

ouça aqui
Nothing (Walter Franco)
Walter Franco – Revolver(1975)

(vazio)

Posted in Uncategorized on 29/07/2009 by coelhoraposo

as coisas estão meio abandonadas por aqui. mas nada mais é do que reflexo do vazio que me preenche no momento. Assim que o ânimo retornar, este espaço voltará a ser alimentado com desabafos, comentários e compartilhamento de alegrias e tristezas…

Bootie Brasilia: A Festa do Ano

Posted in musique non stop com as tags , , on 11/07/2009 by coelhoraposo

Eu prefiro esperar mais seis meses para receber o meu diploma do que perder essa festa:

BootieBrasilia

BootieBrasilia_back

Quem quiser se divertir a valer e dançar até não aguentar mais, está super convidado!

Duas pequenas amostras do que esperar: